Nova unidade da Polícia Científica em Ponta Grossa amplia capacidade de perícias técnicas com foco em inovação e regionalização para os Campos Gerais
A inauguração da nova Unidade de Execução Técnico-Científica da Polícia Científica do Paraná (PCIPR) em Ponta Grossa representa um marco na modernização da segurança pública da região dos Campos Gerais. Com investimento de R$ 15,4 milhões, o espaço amplia a produção de provas periciais, beneficiando diretamente 14 municípios como Castro, Palmeira, Jaguariaíva e Imbituva.
O complexo foi concebido para integrar tecnologia de ponta e atendimento humanizado, oferecendo um ambiente que une perícia, ensino e pesquisa, através da parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Essa colaboração oferece oportunidades únicas para estudantes vivenciarem a prática profissional em laboratório com estrutura moderna, inclusive com o primeiro IML universitário do país.
Conforme informações divulgadas pelo Governo do Paraná, a unidade não só acelera as investigações criminais por meio de 122 tipos de exames periciais, mas também valoriza a proteção às vítimas, com espaços reservados e humanizados. O compromisso com a qualidade e a inovação reforça a efetividade da polícia científica na região.
Estrutura e capacidade operacional ampliadas para excelência pericial
Com 2,8 mil metros quadrados de área construída, a unidade dispõe de equipamentos modernos, como tanque balístico para testes de eficiência de projéteis e microscópio comparador VisionX, que contribui para a análise balística em âmbito nacional. A estrutura dispõe de salas de custódia adequadas à legislação, garantindo a preservação dos vestígios e a cadeia de custódia segura.
A equipe local contará com 42 servidores entre peritos oficiais e técnicos, o que eleva a qualidade dos serviços e reduz o tempo de resposta das análises periciais. A aproximação com a UEPG potencializa a formação prática e científica dos profissionais.
Foco na proteção das vítimas e atendimento humanizado
Um dos grandes diferenciais da nova sede é a área destinada a exames clínicos voltados à proteção das vítimas, principalmente mulheres e crianças. Ambientes reservados e humanizados foram planejados para acolher pessoas em situação de vulnerabilidade, sendo um avanço importante nas políticas de assistência e cuidado.
O chefe da unidade, Leandro Rodrigues, ressaltou que a mudança para um prédio moderno e com monitoramento 24 horas reforça a segurança do trabalho pericial e a preservação das provas. Esse salto tecnológico e estrutural contribui significativamente para a resolução de crimes.
Parceria com a UEPG fortalece ensino, pesquisa e inovação forense
A integração com a Universidade Estadual de Ponta Grossa destaca-se pela criação do primeiro IML universitário do Brasil, possibilitando aos alunos das áreas da saúde um contato real com o ambiente pericial. Essa experiência prática eleva a formação acadêmica e estimula pesquisas conjuntas, inclusive prevendo a implantação de residência em medicina legal.
Além disso, o Centro de Anatomia da UEPG, em fase de conclusão no mesmo complexo, oferecerá espaços de aprendizado integrados, como salas de aula e auditório, reforçando a relação entre ensino, pesquisa e prática profissional, essencial para a qualificação dos futuros profissionais de ciências forenses.
Investimento e perspectivas para a segurança pública regional
O vice-governador Darci Piana enfatizou que essa unidade representa um avanço crucial para a segurança pública, afirmando que a Polícia Científica é fundamental na resolução de crimes e que o investimento em tecnologia e formação garante resultados expressivos em investigações no Paraná.
O secretário da Segurança Pública, Hudson Teixeira, destacou que a demanda antiga da região foi atendida, melhorando a qualidade do atendimento e a celeridade das investigações. Segundo ele, o governo estadual investe cerca de R$ 800 milhões em infraestrutura e equipamentos na área de segurança pública durante a gestão.
Outro projeto anunciado é a implantação do primeiro Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) na região, em parceria com a UEPG e as secretarias estaduais da Segurança e Saúde. Previsto para iniciar em até oito meses, o serviço reduzirá a sobrecarga nas necropsias, aprimorando os dados de mortalidade e contribuindo para a saúde pública.
O prefeito em exercício de Ponta Grossa, pastor Moisés Faria, ressaltou a importância da estrutura para a cidade, destacando sua modernidade e o impacto positivo tanto na tecnologia para resolução de crimes quanto na formação dos alunos locais.




