Patrulha Maria da Penha de Curitiba completa 12 anos auxiliando mulheres vítimas de violência doméstica, com atendimentos humanizados e campanhas educativas
Há 12 anos, a Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal de Curitiba atua de forma pioneira na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica. Criada com a missão de coibir e prevenir abusos, a equipe já realizou quase 86 mil atendimentos com monitoramento de medidas protetivas e encaminhamentos de agressores para a delegacia da mulher.
Por trás desse trabalho, estão guardas municipais voluntárias que se identificam com a causa e dedicam suas vidas a acolher, orientar e informar mulheres em situações de vulnerabilidade, contribuindo para uma sociedade mais segura e igualitária.
Conforme informação divulgada pela Secretaria Municipal da Comunicação Social, a atuação da Patrulha é marcada por histórias de superação, apoio humano e o compromisso com a garantia de direitos das mulheres.
Guardas voluntárias que transformam vidas com empatia e ação
Para integrar a Patrulha Maria da Penha, é necessária a vontade e aptidão do guarda municipal para lidar com os desafios da violência doméstica. Gislaine Aparecida Seneiko Szumski, com 17 anos na corporação e 11 atuando na Patrulha, destaca a importância de se capacitar constantemente porque entende que o tema é essencial para a sociedade. Ela diz que a equipe consegue se identificar com a vivência das mulheres que atendem, compreendendo as dificuldades que enfrentam no dia a dia, seja em casa, no trabalho ou na rua.
Outro exemplo é Juliana Tozzi, que pediu para fazer parte da Patrulha em 2020. Ela atua no atendimento externo, realizando monitoramento das medidas protetivas e acredita que é fundamental fortalecer as mulheres para que elas possam se proteger e lutar contra as várias formas de violência presentes na sociedade.
Atendimento humanizado gera impacto duradouro nas vidas das vítimas
O trabalho da guarda municipal Giselly Tavares exemplifica o lado humano da Patrulha Maria da Penha. Ela conta sobre um atendimento em que passou mais de uma hora ouvindo uma mulher vítima de cárcere privado. Mais do que ações técnicas, Giselly reforça que saber escutar, apoiar e acolher é essencial para que a vítima tenha força para recomeçar.
Alguns anos depois, Giselly reencontrou essa mulher, que lhe disse: “Você mudou a minha vida. Naquele dia criei coragem para não voltar mais a falar com ele, continuo com a medida protetiva e minha vida mudou completamente”.
Educação e prevenção são ferramentas para combater o machismo estrutural
Além do atendimento, a Patrulha Maria da Penha desenvolve palestras em empresas, escolas e órgãos públicos. Gislaine Seneiko ressalta que essas ações são especialmente importantes para o público jovem, que está começando relacionamentos e precisa entender limites e respeito.
Para a guarda Jéssica Agostini, que também atua orientando sobre medidas protetivas, o caminho para eliminar a violência de gênero passa pela educação e transformação cultural. Como mãe, ela espera que sua filha possa viver em uma sociedade com mais direitos, menos violência e mais empatia.
Canais de denúncia e contato para atendimento especializado
A Patrulha Maria da Penha está disponível para denúncias e orientações por meio do telefone 3221 2760. Outros canais importantes são a Central de Pré-Atendimento à Mulher (180), a Guarda Municipal (153), a Polícia Militar (190), a Casa da Mulher Brasileira (3221 2701 ou 3221 2710) e a Delegacia da Mulher (3219 8600).
Além disso, para agendar palestras ou ações educativas, os interessados podem enviar e-mail para patrulhamariadapenha@curitiba.pr.gov.br. Esses recursos são essenciais para ampliar o combate à violência contra a mulher e fortalecer a rede de proteção em Curitiba.




