Morte do cão Orelha: exumação é concluída e caso segue para análise

Foto: Reprodução.

Foram finalizadas nesta sexta-feira (20) as diligências complementares solicitadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) na investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, registrada no início de janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis. A apuração busca esclarecer as circunstâncias do caso e reunir novas provas relacionadas a atos infracionais atribuídos a adolescentes.

De acordo com a Polícia Civil, foram cumpridas 35 diligências requisitadas pelo Ministério Público, além de outros 26 atos investigativos e 61 medidas complementares. As novas provas, segundo a autoridade policial, reforçam as conclusões do inquérito concluído no dia 3 de fevereiro. À época, foi solicitado à Justiça o pedido de internação de um adolescente apontado como responsável pela morte do animal. Outros quatro adolescentes foram representados no mesmo procedimento por envolvimento nas agressões ao cão Caramelo, que também teria sido vítima de maus-tratos, mas sobreviveu.

A investigação mobilizou uma força-tarefa composta por 15 policiais civis e cinco peritos da Polícia Científica. Atuaram no caso a Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei, a Delegacia de Proteção Animal, além do apoio da Diretoria de Polícia da Grande Florianópolis, da Diretoria de Inteligência, do Ciber Lab da Polícia Civil, da Delegacia do Aeroporto e de equipes da Força-Tarefa.

Entre as medidas autorizadas pela Justiça está a exumação do corpo de Orelha, realizada no dia 11 de fevereiro. O procedimento foi solicitado pelo Ministério Público, que aguarda a conclusão de um novo laudo pericial para detalhar a causa da morte do animal.

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Com o encerramento das diligências, o caso segue agora para análise do Ministério Público e do Judiciário, que devem decidir sobre as medidas socioeducativas cabíveis aos adolescentes envolvidos. A investigação também reforça o debate sobre a responsabilização por maus-tratos a animais e a atuação integrada das forças de segurança em casos que envolvem adolescentes.

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