A crise interna no Partido Liberal (PL) no Paraná ganhou novos desdobramentos após declarações do senador Sergio Moro sobre a saída do deputado federal Fernando Giacobo da sigla. Em entrevista recente, Moro afirmou que a saída não ocorreu por decisão individual, como havia sido divulgado, mas sim por uma expulsão determinada pela direção nacional do partido.
Segundo o senador, a decisão partiu do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A declaração contraria a versão apresentada por Giacobo, que havia informado anteriormente que deixou o partido por iniciativa própria, em um movimento alinhado ao apoio político ao governador Ratinho Júnior.
Durante a entrevista, Moro também fez críticas diretas ao parlamentar, ao afirmar que se trata de uma figura “politicamente irrelevante” e “inexpressiva”. As declarações ampliam o tom de tensão dentro da legenda e indicam que o rompimento entre as lideranças não ocorreu de forma consensual.
Após a repercussão, Giacobo voltou a se manifestar e negou ter sido expulso. Em declaração, afirmou: “não fui expulso pelo PL, mas sim apresentei a minha desfiliação ao constatar que o partido foi contaminado pelo ego de alguém que nunca se manteve em um grupo político”. A fala reforça a divergência pública entre as versões apresentadas.
O episódio expõe um cenário de conflito dentro do PL paranaense, com trocas de acusações e versões distintas sobre a saída do deputado. As declarações públicas ampliam a crise interna e indicam possíveis reflexos nas articulações políticas no estado.



