Montanhismo no Paraná cresce 93,7% em Unidades de Conservação e atrai mais de 120 mil visitantes em 2025

Crescimento expressivo no montanhismo nas Unidades de Conservação do Paraná reforça o interesse por atividades ao ar livre e o turismo sustentável

O montanhismo nas Unidades de Conservação do Paraná tem apresentado um crescimento notável nos últimos cinco anos. A prática, consolidada na região desde a histórica conquista do Pico Olimpo em 1879, está atraindo cada vez mais visitantes, que buscam contato com a natureza e aventura em áreas protegidas.

Os parques estaduais de montanha Serra da Baitaca, Pico do Marumbi e Pico Paraná são os grandes responsáveis pelo aumento nas visitas, refletindo melhorias estruturais e maior divulgação dos locais. Estes dados confirmam uma tendência de valorização dos espaços naturais e do turismo ecológico no estado.

Conforme levantamento divulgado pelo Instituto Água e Terra, órgão ligado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável, esse crescimento impacta diretamente a gestão ambiental, que intensifica ações para garantir segurança e conservação desses ambientes.

Aumento de 93,7% nas visitas em cinco anos

Segundo o Instituto Água e Terra (IAT), os três parques estaduais de montanha tiveram um aumento de 93,7% no número de visitantes entre 2021 e 2025, passando de 63.423 para 122.847 pessoas. O destaque ficou para o Parque Estadual Serra da Baitaca, que registrou crescimento de 109%, saindo de 42.208 frequentadores em 2021 para 88.209 em 2025.

O Pico Paraná também teve alta expressiva, com 81,3% de aumento, indo de 8.304 para 15.056 visitantes. Já o Pico do Marumbi cresceu 51,7%, com 12.911 pessoas em 2021 e 19.582 em 2025.

Fatores que impulsionam o crescimento do montanhismo

O diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto, explica que o aumento nas visitas é resultado de três fatores principais. O primeiro é a ampliação das atividades esportivas, como corridas de aventura e o próprio montanhismo. Em segundo lugar, a proximidade das Unidades de Conservação com a Região Metropolitana de Curitiba facilita o acesso. Por fim, as melhorias na infraestrutura promovidas pelo IAT proporcionam uma experiência mais segura e confortável para os visitantes.

Além disso, Marina Rampim, chefe dos parques Serra da Baitaca e Pico Paraná, destaca que a crescente procura por áreas naturais é benéfica para saúde e qualidade de vida. Ela ressalta a importância da relação entre visitação e educação ambiental, destacando que “quem conhece, cuida”.

Medidas de segurança e orientação para visitantes

O crescimento do turismo exige cuidados redobrados com a segurança. O Instituto Água e Terra reforça a necessidade do preenchimento do cadastro dos visitantes tanto na entrada quanto na saída das Unidades de Conservação. Essa prática permite monitorar o fluxo de pessoas e acionar auxílio em casos de incidentes.

Durante o cadastro, os visitantes fornecem informações sobre saúde, preparo físico, experiência em ambientes montanhosos e os equipamentos de segurança que possuem, como lanternas e apitos. Os funcionários do IAT também orientam sobre itens essenciais para a caminhada, como vestimenta adequada, água, alimentação e a recomendação de não entrar desacompanhado.

Guias especializados são indicados principalmente para quem não tem experiência ou não conhece os parques. Jean Alex dos Santos, gerente de Áreas Protegidas do IAT, afirma que alertar os visitantes sobre os riscos mantém a atenção na trilha e diminui a chance de acidentes.

Perspectivas para o turismo nas montanhas do Paraná

Cada Unidade de Conservação conta com regulamentações específicas que levam em conta a particularidade ambiental do local, tornando importante a consulta prévia às informações no site do IAT para garantir uma visita segura e tranquila.

Novos projetos indicam um crescimento contínuo no número de visitantes. O plano de uso público do Pico Paraná está em fase de confecção, o camping no Marumbi será reaberto e pontos importantes da Serra da Baitaca estão sendo reestruturados. Para Rafael Andreguetto, este tipo de turismo representa cada vez mais uma identidade do Paraná.

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