Transferência de mico-leão-de-cara-dourada nascido no Zoo de Curitiba para o Bioparque do Rio reforça ações de conservação do primata ameaçado
O Zoológico Municipal de Curitiba reforçou sua atuação como unidade de conservação ao enviar o mico-leão-de-cara-dourada Bento para o Bioparque do Rio de Janeiro. Nascido em 2011, Bento integra ações do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas da Mata Atlântica, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A transferência atende a uma recomendação do programa nacional que visa formar um casal reprodutor com uma fêmea residente no Bioparque carioca, aumentando as chances de perpetuação da espécie, classificada como em extinção. O transporte do animal ocorreu por meio do programa Avião Solidário da Latam, em parceria com a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab).
Além da mobilização para conservação do mico-leão-de-cara-dourada, o Zoo de Curitiba participa de diversas outras iniciativas para preservar espécies ameaçadas no país, demonstrando seu compromisso com a biodiversidade. Conforme informações divulgadas pela Secretaria Municipal da Comunicação Social de Curitiba, o zoológico mantém atualmente 19 programas oficiais de conservação no Brasil.
Importância da transferência para conservação da espécie
Segundo Edson Evaristo, diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, a transferência de Bento tem o objetivo estratégico de contribuir para a reprodução em cativeiro do mico-leão-de-cara-dourada. Ele explica que o Pareamento dos animais considera fatores genéticos para evitar consanguinidade e ampliar a diversidade genética do grupo. A iniciativa visa garantir a perpetuação da espécie e fortalecer a população em zoológicos brasileiros.
Zoo de Curitiba como polo de conservação e reabilitação
O Zoo de Curitiba abriga hoje cerca de 1.800 animais em área de visitação de aproximadamente 589 mil metros quadrados, distribuídos em 165 recintos. Mais de 70% dos animais vieram de situações de intervenção humana, como apreensões, tráfico, circos e maus-tratos, o que impossibilitou sua soltura em ambiente natural.
O zoológico é parceiro do Centro de Apoio à Fauna Silvestre (Cafs), que oferece abrigo e cuidados especializados para esses animais, reforçando o papel da unidade na preservação da fauna ameaçada e na recuperação de indivíduos resgatados.
Programas de conservação e espécies protegidas
O Zoo de Curitiba participa de programas para diversas espécies ameaçadas de extinção, entre elas o muriqui-do-sul, macaco-aranha-da-testa-branca, mico-leão-dourado, mico-leão-preto, onça-pintada, lobo-guará e tamanduá-bandeira. A instituição também atua em projetos voltados à proteção de aves raras como ararajuba, papagaios de várias espécies, jacutingas e harpia.
Serviço e visitação
O Zoo de Curitiba está localizado na Rua João Micheletto, 1.500, no bairro Alto Boqueirão. O público pode visitar o parque das 10h às 16h, de terça a domingo, com entrada gratuita. Às segundas-feiras, o local realiza serviços internos de manutenção e não está aberto para visitação.




