Mauro Moraes diz ser alvo de perseguição política após operação da PF na Alep

Foto: Reprodução

O deputado estadual Mauro Moraes (PL) se manifestou nesta sexta-feira (2) após ser alvo de uma operação da Polícia Federal na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que considera a ação uma “perseguição política” e confirmou que mantém dinheiro em espécie.

A manifestação ocorreu depois que a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Eleitoral. Segundo a corporação, a investigação apura possíveis ilícitos eleitorais e fatos conexos relacionados a movimentações financeiras consideradas atípicas, incluindo operações com volume expressivo de recursos em espécie.

No vídeo, Moraes afirmou que a suposta perseguição teria começado depois que deixou uma secretaria estadual para apoiar um novo projeto político para o Governo do Paraná. O deputado também disse que mantém parte de seus recursos em dinheiro vivo por decisão pessoal.

Para justificar a escolha, Moraes mencionou o confisco de depósitos bancários ocorrido durante o governo Fernando Collor de Mello. Segundo o parlamentar, a experiência daquele período fez com que passasse a manter uma reserva financeira em espécie.

O deputado negou que vá recuar politicamente diante da investigação e afirmou que continuará seguindo seus posicionamentos. As declarações representam a versão apresentada por Moraes sobre o episódio.

A Polícia Federal não confirmou publicamente a justificativa apresentada pelo parlamentar para a manutenção dos valores em espécie. A corporação informou que a investigação busca justamente esclarecer a origem e a destinação das movimentações financeiras analisadas e verificar eventual relação com infrações eleitorais.

Informações publicadas por veículos de comunicação apontam que a investigação teria sido desencadeada após uma movimentação de aproximadamente R$ 300 mil em espécie ligada a um assessor do deputado. O caso, no entanto, tramita sob sigilo, e os detalhes da apuração não foram divulgados oficialmente pela Polícia Federal.

A Assembleia Legislativa confirmou a presença de agentes federais no prédio nesta sexta-feira, enquanto a Justiça Eleitoral confirmou que a medida havia sido autorizada judicialmente. A investigação segue em andamento e, até o momento, não há conclusão pública sobre eventual prática de irregularidades por parte do parlamentar.

 

Ver esse post no Instagram

 

Um post compartilhado por XV Curitiba (@xvcuritiba)

Compartilhe o artigo