Março na Cinemateca de Curitiba destaca legado de Andrei Tarkovsky e clássicos do cinema italiano com entrada gratuita

Em março, a Cinemateca de Curitiba realiza duas grandes mostras gratuitas com obras do cinema soviético e italiano, reunindo clássicos de Andrei Tarkovsky e do neorrealismo italiano

A Cinemateca de Curitiba prepara uma programação especial em março que promete atrair amantes do cinema clássico. Durante a primeira quinzena, o público poderá assistir às obras do respeitado diretor russo Andrei Tarkovsky, reconhecido por sua sensibilidade e abordagem espiritual. A partir da segunda metade do mês, será a vez do público se encantar com filmes que marcaram a era de ouro do cinema italiano.

Essa programação diversificada reafirma o papel da Cinemateca como um espaço de valorização cultural, trazendo produções que são ícones mundiais do cinema articulado com histórias que revelam movimentos artísticos e sociais importantes. A entrada para todas as sessões é gratuita, incentivando a participação e o acesso à arte cinematográfica.

Conforme informação divulgada pela Fundação Cultural de Curitiba, essa é uma oportunidade rara de ver grandes títulos em uma experiência coletiva, reforçando a memória e a relevância histórica desses cineastas.

A mostra Andrei Tarkovsky – O Tempo, a Memória e o Sagrado convida à reflexão

De 5 a 18 de março, a Cinemateca exibe uma seleção dos filmes mais importantes de Tarkovsky, um dos diretores mais influentes do cinema russo e mundial. A mostra começa com A Infância de Ivan, que já demonstra a poética trágica do autor, e segue com títulos-chave como Andrei Rublev, Solaris e Stalker. O encerramento será com O Sacrifício, sua última obra, considerada uma despedida transcendente.

Edson Bueno, curador da Cinemateca, enfatiza a importância desse evento: “Em tempos de velocidade, consumo e superficialidade, Tarkovsky nos lembra que o cinema pode ser oração, reflexão e revelação. Esta mostra é um convite a desacelerar, olhar para dentro e experimentar o cinema como uma arte do espírito”.

Clássicos italianos celebram a resistência cultural e artística do pós-guerra

A partir de 19 de março, a Cinemateca de Curitiba rememora o chamado “milagre do cinema italiano” com filmes que refletem as transformações sociais e culturais da Itália após a Segunda Guerra Mundial. Um dos destaques é Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini, que abre a mostra.

Entre os nomes confirmados estão Federico Fellini, com títulos icônicos como A Doce Vida, A Estrada da Vida e Noites de Cabíria, e Vittorio de Sica, diretor de obras como Ladrões de Bicicletas e Milagre em Milão. Outros filmes importantes incluem Humberto D, também de De Sica, e De Crápula a Herói, de Rossellini.

Segundo Edson Bueno, “Esta mostra celebra o cinema como um ato de resistência, de amor e de memória. Um cinema que não foge da dor, mas a transforma em arte”. Essas produções italianas pós-guerra revelam um país em reconstrução, tanto material quanto cultural e espiritual.

Local e programação completa das mostras

As sessões acontecem na Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.174, bairro São Francisco, com entrada gratuita para o público. Confira algumas datas importantes da programação:

Mostra Andrei Tarkovsky – O Tempo, a Memória e o Sagrado
5 de março: A Infância de Ivan
6 de março: Andrei Rublev
7 de março: Solaris
13 de março: Stalker
15 de março: O Sacrifício

Mostra Os Anos de Ouro do Cinema Italiano
19 de março: Roma, Cidade Aberta
20 de março: Ladrões de Bicicletas
26 de março: A Estrada da Vida
29 de março: A Doce Vida

Além das mostras, o local também oferece sessões de cineclubes parceiros que compõem o circuito da Cinemateca, ampliando a diversidade de títulos exibidos durante o mês.

Esta iniciativa gratuita é uma chance única para os curitibanos e visitantes aprofundarem o conhecimento em cinema, celebrando dois momentos artísticos de extrema relevância no século XX.

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