O empresário Pablo Marçal foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar R$ 100 mil por danos morais ao atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. A decisão tem como base a divulgação de informações falsas que associavam o então candidato do PSOL ao uso de drogas durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo, em 2024.
A sentença foi proferida pelo juiz Danilo Fadel de Castro, que considerou que as declarações feitas por Marçal extrapolaram o campo da crítica política e atingiram a honra do adversário. Segundo o entendimento do magistrado, os ataques configuraram ofensa pessoal e não se limitaram ao debate de ideias próprio do período eleitoral.
Durante a campanha, Marçal e Boulos protagonizaram embates públicos marcados por acusações diretas. Em debates e manifestações públicas, o então candidato do PRTB fez insinuações sobre consumo de drogas e utilizou expressões pejorativas para se referir ao adversário. Parte dessas declarações também foi replicada em publicações nas redes sociais.
Além da indenização, Marçal foi condenado ao pagamento das custas processuais e de honorários advocatícios, fixados em 15% sobre o valor atualizado da condenação. O histórico do processo aponta ainda que, durante o período eleitoral, o empresário já havia sido multado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo em razão de condutas semelhantes.
Às vésperas do pleito, Marçal publicou em seu perfil no Instagram um suposto laudo médico que atribuía a Boulos um encaminhamento para atendimento psiquiátrico por uso de cocaína. A imagem simulava um documento oficial, mencionava um “surto psicótico grave” e foi retirada do ar cerca de uma hora depois. A informação foi posteriormente desmentida e apontada como falsa pela campanha do então candidato do PSOL.


