Durante a manifestação em Curitiba, o XV Curitiba conversou com participantes do ato que falaram sobre a indignação causada pela morte do cão comunitário Orelha e a cobrança por justiça.
O advogado Dr. Taffarel @taffarel.curitiba, organizador da manifestação e defensor da causa animal, afirmou que a mobilização representa a revolta da sociedade diante do que considera uma resposta insuficiente do sistema de Justiça. Segundo ele, não é aceitável que um crime dessa gravidade seja tratado apenas como ato infracional e defendeu penas mais severas para os casos de maus-tratos, além de mudanças na legislação para que adolescentes mais velhos possam responder com maior rigor pelos atos cometidos.
Já Ilton Campos, morador de Curitiba que conhecia Orelha, relatou que o cão e outros animais da Praia Brava eram cuidados coletivamente pela comunidade após a morte do tutor original. Ele destacou que os cães conviviam de forma pacífica com moradores e turistas e que o crime não pode ser esquecido. Para ele, embora a legislação tenha limitações, os responsáveis devem ser responsabilizados moralmente perante a sociedade, sem incentivo à violência.
O XV Curitiba também ouviu Jonathan Mariano, que destacou que a manifestação representa não apenas Orelha, mas outros animais que sofrem diariamente nas ruas e dentro dos lares. Ele chamou atenção para a dificuldade de adoção de cães pretos e afirmou que a comoção gerada pelo caso precisa resultar em mudanças concretas. Jonathan reforçou a cobrança por punição e responsabilização dos envolvidos.
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