Maestro Roberto Tibiriçá falece aos 72 anos deixando importante legado para a música de concerto no Brasil e no Paraná
A música de concerto brasileira perde uma figura central com o falecimento do maestro Roberto Tibiriçá, ocorrido no sábado, 3 de outubro, em São Paulo.
Desde 2022, ele dirigia a Orquestra Sinfônica do Paraná como regente titular e diretor musical, tendo conduzido uma série de ações que renovaram o conjunto e ampliaram seu alcance junto a diferentes públicos do estado.
Conforme informação divulgada pela Fundação Cultural de Curitiba, a passagem do maestro pela OSP marcou um momento decisivo para a instituição e para a história da música de concerto no país.
Carreira marcada pela dedicação à música e liderança em orquestras brasileiras importantes
Roberto Tibiriçá dedicou mais de quatro décadas à música clássica, conquistando reconhecimento nacional e internacional. Além da Orquestra Sinfônica do Paraná, foi diretor artístico e regente titular em outros importantes conjuntos musicais do Brasil, como a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra Petrobras Sinfônica, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a Sinfônica Heliópolis.
No âmbito internacional, destacou-se à frente da Orquestra Simón Bolívar, da Venezuela. A amplitude de sua atuação refletiu seu compromisso com a música de concerto e sua habilidade para integrar públicos diversos.
Reconhecimentos que refletem contribuição profunda à cultura musical
Durante sua trajetória, Tibiriçá recebeu várias premiações importantes, como o Prêmio APCA e o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Regente Sinfônico. Foi também agraciado com a Ordem do Ipiranga, uma das mais altas condecorações do estado de São Paulo.
Em 2024, a Universidade Federal de Minas Gerais conferiu-lhe o título de Doutor por Notório Saber, reconhecendo sua experiência e contribuição intelectual para a música.
Contribuições da gestão na Orquestra Sinfônica do Paraná e legado cultural
Como diretor musical e regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná, Tibiriçá realizou um trabalho que ampliou o alcance cultural da orquestra no estado, aproximando a música clássica de novos públicos e promovendo uma renovação artística do conjunto.
Segundo Janete Andrade, coordenadora de Música da Fundação Cultural de Curitiba, “Foi um período importante para a OSP. Sua partida representa uma perda para todos que trabalharam com ele e para a história da música de concerto no país.” Ela destaca ainda a dedicação do maestro à música, que deixa um legado marcante.
A Fundação Cultural de Curitiba expressou solidariedade aos familiares, amigos, músicos e à Orquestra Sinfônica do Paraná, ressaltando a importância de Roberto Tibiriçá na história da música de concerto brasileira e a marca que ele deixou para a cultura local e nacional.







