O vereador Lórens Nogueira (PP) divulgou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (2) para voltar a se defender das acusações que resultaram na abertura de uma Comissão Processante na Câmara Municipal de Curitiba. Na gravação, o parlamentar afirma ser alvo de uma perseguição política e diz que as denúncias têm atingido familiares e servidores de seu gabinete.
Logo no início do pronunciamento, Nogueira classificou a situação como um “ataque covarde” e afirmou que pessoas próximas a ele estariam recebendo ameaças e mensagens de ódio. Segundo o vereador, os servidores de seu gabinete não possuem responsabilidade legal sobre instituições sociais citadas nas denúncias e estariam sendo envolvidos injustamente no caso.
O parlamentar também voltou a negar qualquer irregularidade relacionada ao vídeo que integra a investigação. De acordo com ele, as imagens divulgadas não demonstram a prática de crime e não haveria qualquer exigência ou ilegalidade nos fatos apresentados.
Durante a gravação, Lórens Nogueira questionou o momento em que as denúncias vieram a público. Segundo ele, uma das pessoas responsáveis pelas acusações conviveu com sua equipe por cerca de um ano e meio sem relatar qualquer irregularidade. O vereador afirmou que o silêncio teria sido rompido justamente em um ano eleitoral, o que, na sua avaliação, demonstra motivação política.
Em outro trecho do vídeo, o parlamentar também direcionou críticas a um segundo acusador. Nogueira afirmou que a pessoa foi exonerada da Câmara Municipal após denúncias registradas na Ouvidoria da Casa e alegou que as acusações seriam motivadas por ressentimento e vingança.
Ao comentar a tramitação do processo na Câmara, o vereador disse que está sendo alvo de uma tentativa de punição antes da conclusão das investigações. Segundo ele, retirar um mandato sem provas concretas abriria um precedente perigoso para o Legislativo municipal.
Apesar da abertura da Comissão Processante, Lórens Nogueira afirmou confiar nos colegas vereadores e nas autoridades responsáveis pela apuração. O parlamentar encerrou a gravação dizendo que continuará exercendo o mandato e que pretende seguir trabalhando normalmente enquanto aguarda o andamento do processo.
A Comissão Processante instaurada pela Câmara Municipal terá prazo para conduzir as investigações, ouvir testemunhas e garantir o direito à ampla defesa antes de apresentar um parecer aos vereadores, que terão a palavra final sobre o caso.
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