Justiça mantém prisão preventiva de suspeito de matar Giovanna na Grande Curitiba

A Justiça manteve a prisão preventiva do homem de 55 anos suspeito de matar Giovanna dos Reis Costa, em 2006, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (20).

O investigado havia sido preso após a reabertura do inquérito policial, motivada por novos depoimentos colhidos em 2025. A defesa solicitou o reconhecimento de suposta irregularidade no processo de intimação e pediu a revogação da prisão. O advogado Eduardo Caldeira afirmou que a notificação teria sido feita por outra comarca, sem a ciência da defesa, e informou que a questão será levada para análise do Tribunal de Justiça.

Enquanto isso, o caso avança sob a pressão do prazo prescricional. Pela legislação brasileira, crimes dessa natureza podem prescrever após 20 anos. Como o assassinato ocorreu em abril de 2006, as autoridades trabalham para que o processo tenha andamento antes do vencimento do prazo.

De acordo com a Polícia Civil, Giovanna estava na rua vendendo rifas quando teria sido atraída para a casa do suspeito. No local, segundo a investigação, teriam ocorrido o abuso e o homicídio. À época, o caso gerou grande repercussão na cidade.

A reviravolta nas investigações ocorreu após duas mulheres procurarem a polícia em 2025 para denunciar o homem por abusos contra uma enteada. Durante os relatos, ele teria mencionado o nome de Giovanna. A partir dessas declarações, os investigadores reuniram novos elementos e apontaram o suspeito como possível autor do crime.

A polícia também sustenta que, após o homicídio, o investigado teria tentado direcionar as suspeitas para integrantes de uma comunidade cigana que vivia nas proximidades. O corpo da menina foi ocultado em um terreno ao lado da área onde o grupo residia, e uma sacola com roupas da vítima foi deixada em outro ponto da região. Duas pessoas da comunidade chegaram a ser presas e denunciadas. Em 2012, elas foram submetidas a júri popular e absolvidas por falta de provas.

Com a manutenção da prisão preventiva, o caso segue sob análise da Justiça.

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