A promotora de Justiça Nicole Gonçalves, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apresentou novos detalhes da investigação que tem como alvo o presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma (PSD), durante entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (29).
Segundo a promotora, a investigação apura a hipótese de que pessoas indicadas para cargos no Poder Executivo teriam pago um valor para obter a nomeação e, posteriormente, realizariam repasses mensais de parte dos salários. Ela ressaltou, porém, que essa ainda é a linha investigativa do Ministério Público e que os fatos seguem em apuração.
Nicole Gonçalves também afirmou que o Gaeco busca esclarecer se a mesma prática teria ocorrido com servidores nomeados para cargos na própria Câmara Municipal de Curitiba. Ao ser questionada, reforçou que não é possível afirmar que houve rachadinha, destacando que essa é justamente uma das hipóteses que estão sendo investigadas.
Durante a coletiva, a promotora confirmou ainda que os R$ 37.550 apreendidos na Operação Prática Corrente foram encontrados na residência de um servidor ligado ao presidente da Câmara, e não com Tico Kuzma. Segundo ela, o servidor apresentou uma explicação para a origem do dinheiro, que será analisada no decorrer da investigação.
Questionada sobre a forma como os supostos repasses seriam realizados, Nicole Gonçalves informou que existem elementos reunidos nos autos, mas disse que não poderia divulgar detalhes devido ao sigilo das investigações.
Ao longo da entrevista, a representante do Ministério Público reforçou que todas as informações apresentadas correspondem às hipóteses investigadas pelo Gaeco e que o objetivo do trabalho é confirmar ou afastar os indícios reunidos durante a apuração.
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