III Fórum Internacional dos ODS debate caminhos para transformar ciência e inovação em soluções territoriais sustentáveis no Paraná

Especialistas e gestores públicos discutem no Paraná como ciência e inovação podem impulsionar o desenvolvimento sustentável focado na prática territorial, durante III Fórum Internacional dos ODS

O III Fórum Internacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) reuniu, entre os dias 16 e 17, especialistas, gestores públicos e lideranças comunitárias no Paraná para debater como a ciência e a inovação podem ser transformadas em soluções práticas para os territórios. Promovido pela Fundação Araucária e a Superintendência Geral de Desenvolvimento Econômico e Social (SGDES), o evento consolidou-se como um espaço fundamental para a transição da teoria acadêmica para a aplicação real nas comunidades.

O encontro reforçou a importância da união entre governo, academia, setor privado e sociedade civil para que a produção científica seja um motor de transformação social, capaz de validar saberes locais e atender às necessidades específicas de cada região. A pauta principal focou em como a ciência colaborativa, ética e conectada diretamente às comunidades pode ser determinante para o avanço sustentável da Agenda 2030 no Paraná e no Brasil.

Conforme informações divulgadas pela Fundação Araucária, foram debatidos temas como a governança territorial, resiliência socioambiental e a importância da participação juvenil, enfatizando que o desenvolvimento sustentável se concretiza nos territórios, onde políticas públicas e inovação se unem para tornar as cidades e comunidades mais seguras e economicamente fortes.

Ciência e inovação como motores para o desenvolvimento territorial

Os participantes destacaram que a ciência deve sair dos laboratórios para se tornar um instrumento de transformação social. Ramiro Wahrhaftig, presidente da Fundação Araucária, enfatizou que “a produção científica não deve ficar isolada, mas sim servir como motor de transformação social, validando saberes locais e atendendo às necessidades específicas de cada região”. Ele reforçou que a cooperação entre governo, academia, setor privado e sociedade civil é essencial para a inovação sustentável avançar de forma integrada.

Além disso, a vice-diretora de Engajamento Comunitário da Universidade da África do Sul, Genevieve James, destacou a importância de integrar o conhecimento acadêmico aos saberes tradicionais e às demandas locais, aproximando a ciência das comunidades para gerar soluções contextualizadas.

Governança inclusiva e planejamento integrado para um futuro sustentável

O fórum ressaltou que a governança territorial baseada na cooperação multinível é um dos pilares para reduzir desigualdades e promover a resiliência. Filipe Braga Farhat, coordenador de Projetos Internacionais da SGDES, apontou que “a participação de todos os atores enriqueceu o diálogo, mostrando a força da comunidade global comprometida com a territorialização dos ODS”.

Esse planejamento integrado permite que os investimentos sejam coordenados para impactar positivamente a vida das pessoas, proporcionando comunidades mais seguras e economias locais mais robustas. Iñigo Arbiol, vice-chefe do secretariado da Coalizão Local2030 das Nações Unidas, complementou que “a ciência é fundamental para elaborar políticas baseadas em evidências, permitindo que governos, universidades, comunidades e instituições criem estratégias eficazes e resilientes”.

Construindo inteligências territoriais aplicáveis para reduzir desigualdades

Um dos focos principais do III Fórum foi a produção de inteligências territoriais aplicáveis, que considerem a diversidade do conhecimento e promovam a capacitação institucional. Os debates abordaram a arquitetura interseccional dos ecossistemas de conhecimento e o fortalecimento do financiamento coletivo para ações concretas.

Foi enfatizado que a ciência deve estar conectada às realidades socioambientais para apoiar o desenvolvimento sustentável de forma inclusiva, garantindo que os compromissos globais definam melhorias reais no cotidiano das populações locais.

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