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Horta Comunitária completa dois anos de fartura

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A placa logo na entrada não deixa esquecer: informa que foi em 14 de julho de 2017 que a Horta Comunitária do Cajuru nasceu. Neste sábado (14/7), o espaço de 1 mil m² ao longo da via férrea completa dois anos de muita prosperidade verde.

Há muito o que comemorar. A frase “antes aqui era tudo mato” é dita com orgulho pelos agricultores urbanos da horta, como o bombeiro Laercio Luiz Fermino, 59 anos, que cultiva diversas hortaliças desde a primeira roçada no local.

E não era só mato, não, lembra a chefe do Núcleo da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional da Regional Cajuru, Mabel Tevah. Onde hoje se vê alface, rabanete, repolho, chicória, cebolinha, salsinha, coentro e outras hortaliças e temperos, já foi lugar em que se jogava lixo e ponto de encontro para uso de drogas.

O cenário mudou quando o autônomo Ezequias Moreira Lima, 49 anos, vizinho ao terreno, conseguiu apoio da Prefeitura e da empresa Rumo Logística para a transformação do local. A companhia ferroviária cedeu o uso do terreno. A Prefeitura entra com as mudas, adubo e consultoria técnica para que 24 famílias façam o cultivo e manutenção dos canteiros.

Ponto de encontro e terapêutico

A família da cabeleireira Ivanir Schizz de Oliveira, 66 anos, é uma das que cuida com gosto da Horta do Cajuru. Moradora do bairro, foi em uma reportagem na tevê que ela descobriu o espaço, há pouco mais de um ano, e encontrou alguns dos canteiros vagos para cultivar. Tem um para ela, outro para o marido e um para as filhas.

“Em casa, tenho espaço para plantar os temperos. Aqui encontrei um lugar para as hortaliças e para relembrar o gosto pelo cultivo, que trouxe de família”, conta Ivanir, que foi criada em Tangará (SC). Ela utiliza técnicas de compostagem na horta e se alegra em ver as plantas crescerem sem o uso de agrotóxicos.

“Não tem segredo. É só cuidar da terra. Assim tudo que você planta vai crescer. É ótimo saber que vou levar para casa produtos saudáveis para as refeições”, conta Ivanir de Oliveira. 

Para ela, o contato com a terra tem efeito terapêutico. Laércio concorda. “Sem contar que aqui virou um ponto de encontro. Fiz amigos aqui que de outra forma não faria”, diz o aposentado. 

Fonte de alimentos e recursos

Como nem todos os alimentos produzidos são consumidos pelos agricultores urbanos, de tempos em tempos, eles organizam feiras para vender o excedente. A renda é usada em benfeitorias na própria horta.

A mais recente foi a construção de uma cobertura, para guardar os insumos e também para receber as visitas. “Ficamos muito felizes quando as crianças vêm nos visitar”, fala Ezequias.

O próximo objetivo é que o programa Linhas do Conhecimento, de aulas de campo para os estudantes da rede municipal, leve as crianças das escolas da região para visitar o local.

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