Homem é preso e empresário é multado em R$ 830 mil por crimes ambientais em Curitiba

Foto: Isabella Mayer/SECOM

Uma operação conjunta realizada na manhã desta quarta-feira (1º) resultou na prisão de um homem e na notificação de um empresário por crimes ambientais na região da Vila Pantanal, no bairro Alto Boqueirão, em Curitiba. As irregularidades foram registradas dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Iguaçu e somam R$ 830 mil em multas aplicadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

A ação mobilizou diversas estruturas do poder público, incluindo equipes das secretarias municipais do Meio Ambiente, Urbanismo, Administração Pública e Obras Públicas, além da Cohab, Administração Regional do Boqueirão, Guarda Municipal, Polícia Militar e da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil.

Durante a fiscalização, foram identificadas diversas infrações, como o descarte irregular de resíduos da construção civil em área de proteção, intervenções em Área de Preservação Permanente (APP) às margens do Canal Inter Cavas do Córrego Alto Boqueirão, transporte de resíduos sem autorização ambiental, além do aterramento de áreas de banhado e cavas. Também foram constatadas construções irregulares em área protegida, bem como a queima de resíduos e vegetação.

O empresário foi autuado, entre outros motivos, por não possuir licença ambiental para o transporte de resíduos. Ele tem prazo de 20 dias para apresentar defesa administrativa.

Ainda durante a ação, teve início a demolição de edificações erguidas de forma irregular em áreas de preservação permanente dentro da APA do Iguaçu. Segundo o superintendente de Controle Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Ibson Campos, o local afetado estava destinado a um projeto público.

De acordo com ele, a área havia sido planejada pela Prefeitura para a implantação de um espaço de lazer para a comunidade, mas o projeto precisou ser interrompido devido à ocupação irregular. Com a desobstrução, a expectativa é retomar a proposta e destinar o espaço ao uso coletivo.

A diretora de Licenciamento e Fiscalização, Érica Costa Mielke, destacou que a empresa responsável pelas irregularidades não possuía autorização para o transporte de resíduos nem para o aterramento da área. Ela reforçou que, por se tratar de uma APA, existem restrições ambientais que impedem esse tipo de ocupação.

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, sob coordenação do delegado Guilherme Dias, também participou da operação, contribuindo para a atuação imediata das equipes envolvidas.

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