Uma mulher foi resgatada pela Polícia Militar do Paraná após ser mantida em cárcere privado por cerca de dois meses em um hotel na região central de Londrina. A ação ocorreu na tarde de quinta-feira (29) e resultou na prisão de um homem de 32 anos, suspeito dos crimes de violência doméstica, cárcere privado e estupro.
A ocorrência foi atendida por equipes do 5º Batalhão de Polícia Militar, com apoio da Rádio Patrulha e da Patrulha Maria da Penha. De acordo com o relato da vítima, natural do Estado de São Paulo, ela se deslocou até Londrina para acompanhar o companheiro e, desde então, passou a ser impedida de deixar o local.
Durante o período em que permaneceu sob controle do agressor, a mulher foi submetida a agressões físicas, como socos e tapas, além de queimaduras provocadas por cigarros. Também teve o cabelo cortado à força. Os policiais constataram ainda sinais de privação e desnutrição. A vítima informou que estava sem se alimentar desde a última terça-feira (27) e que não tinha acesso regular a refeições ao longo do tempo em que ficou em cativeiro.
Segundo a Polícia Militar, o suspeito controlava totalmente a rotina da mulher, permitindo que ela realizasse a higiene pessoal e utilizasse o celular apenas sob sua supervisão. No atendimento da ocorrência, foram identificados indícios de violência psicológica, patrimonial e sexual.
O comandante do 5º BPM, tenente-coronel Ricardo Eguedis, afirmou que a atuação das equipes foi decisiva para interromper a situação de violência e garantir a proteção da vítima. Ele destacou que a unidade mantém trabalho permanente no enfrentamento à violência doméstica, com ações integradas e resposta imediata às ocorrências.
O homem conseguiu fugir inicialmente, mas foi localizado após diligências das equipes policiais. Ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil para os procedimentos legais.
A vítima recebeu atendimento imediato da Patrulha Maria da Penha e foi encaminhada ao Centro de Atendimento de Referência à Mulher (CAM), onde passou a receber apoio e cuidados especializados.
A Polícia Militar reforça que casos de violência doméstica devem ser denunciados. A vítima, testemunhas ou qualquer pessoa que tenha conhecimento da situação podem acionar a PM pelo telefone 190, pelo Disque-Denúncia 181 ou procurar uma delegacia. A denúncia é considerada essencial para interromper o ciclo de violência e garantir a proteção das vítimas.

