A Polícia Federal indiciou José Oswaldo Dell’Agnolo, conhecido como Lobo do Batel, por oito crimes relacionados a um esquema de investimentos irregulares que teria movimentado mais de R$ 1 bilhão pelo sistema financeiro nacional. De acordo com o inquérito, a organização comandada por ele atuava por meio de empresas de tecnologia e de um suposto banco digital clandestino para captar recursos de investidores em diferentes regiões do país.
Segundo a investigação, os suspeitos ofereciam aplicações com promessa de rentabilidade fixa acima da média do mercado. As empresas, no entanto, não possuíam autorização para operar como instituições financeiras, nem registro junto à Comissão de Valores Mobiliários ou ao Banco Central. A apuração aponta que o grupo utilizava estruturas empresariais e mecanismos digitais para dar aparência de legalidade às operações.
José Oswaldo foi indiciado por crime contra o mercado de capitais, crime contra a economia popular, estelionato, organização criminosa, lavagem de dinheiro, operação de instituição financeira sem autorização, oferta pública irregular de investimentos e uso de documento falso. Somadas as penas máximas previstas para cada um desses crimes, a condenação pode chegar a até 48 anos de prisão. Além dele, outras 11 pessoas foram indiciadas por participação no esquema.
O Lobo do Batel está preso desde dezembro de 2025, quando foi localizado em Itapema, no litoral de Santa Catarina, após permanecer foragido por cerca de quatro meses. O mandado de prisão foi expedido pela 23ª Vara Federal de Curitiba. No momento da detenção, a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 1,1 milhão e US$ 721 mil em espécie, além de celulares, tablet, notebook, relógios de luxo e chaves de veículos.
Com a conclusão do inquérito, o caso segue agora para análise do Ministério Público Federal, que irá avaliar a apresentação de denúncia à Justiça. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e rastrear o destino dos recursos captados de forma irregular.

