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Greca propõe que União custeie gratuidade no transporte de idosos como forma de driblar crise

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Foto: Divulgação

Em reunião com o presidente da Câmara Federal, deputado Arthur Lira, na tarde desta quarta-feira (8/12), em Brasília, o prefeito Rafael Greca foi o porta-voz dos administradores municipais da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) em defesa de maior apoio financeiro ao transporte público, que passa por crise na maior parte das grandes e médias cidades.

Como medida de curto prazo, o prefeito curitibano apontou para que o governo federal passe a arcar com os custos das gratuidades de passagem para idosos. Esse custo hoje é dos municípios, onera o sistema e não tem nenhuma contrapartida por parte da União. A medida, entretando, precisa ter continuidade, na medida em que representa o cumprimento do que está previsto no Estatuto do Idoso, Lei Federal 10.741/2003, que dispensa do pagamento da passagem maiores de 65 anos.

“O problema, para ser resolvido de maneira mais rápida, depende de que União assuma a gratuidade dos idosos, definida pela Lei Federal 10.741/2003, e transfira os valores aos municípios como recurso orçamentário”, afirmou Greca, que é o vice-presidente de Inovação da FNP.

No caso de Curitiba, 9,25% dos passageiros transportados em 2020 eram idosos. Em 2021, até novembro, 8.295.789 idosos isentos utilizaram o transporte público, o que equivale a 8,15%. Isso representa aproximadamente R$ 67 milhões que são atualmente custeados pelo município por ano com a gratuidade das pessoas acima de 65 anos.

Estima-se que esse auxílio corresponda, nacionalmente, a entre 8 e 10% dos custos do transporte público, ou seja: a um valor em torno de R$ 5 bilhões.

O artigo artigo 39 do Estatuto do Idoso traz:  “Aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos, exceto nos serviços seletivos e especiais, quando prestados paralelamente aos serviços regulares”.

Para o prefeito de Curitiba, outras medidas de suporte ao transporte público são a redução do custo do diesel, com desoneração do PIS/Cofins sobre o combustível, na medida em que o combusível corresponde a entre 20 e 30% dos custos operacionais com transporte de ônibus.

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