A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) divulgou, na manhã desta terça-feira (10), novas imagens da cela onde o ex-assessor da Presidência da República Filipe Martins está custodiado. Ele permanece detido na Casa de Custódia Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo as informações divulgadas, Martins está alojado sozinho em uma cela recém-construída dentro da unidade prisional. O espaço possui cerca de 6 metros quadrados e conta com banheiro individual, chuveiro e duas camas em formato de beliche.
A cela fica afastada de outros presos e possui ainda ventilador e uma televisão de 20 polegadas, equipamentos que foram disponibilizados pela família. No local também há mesa e cadeira. Os banhos de sol do detento estão sendo realizados em uma área anexa à cela.
No último sábado, representantes de diferentes instituições realizaram uma vistoria na unidade prisional. Participaram da inspeção o secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira, a diretora-geral da Polícia Penal do Paraná, Ananda Chalegre, o promotor de Justiça Antônio Juliano Albanez, além de integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil – seção Paraná (OAB/PR).
Também estiveram presentes a presidente da OAB de Ponta Grossa, Mariantonieta Pailo Ferraz, o vice-presidente Rubens Florenzano, o diretor de Prerrogativas Luís Alberto Kubaski, as integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Ponta Grossa Silvana Lopes e Jucemara Santos, além da capitã da Polícia Militar Jaine Chaves Luz de Moura. Durante a visita, o grupo também conversou com Filipe Martins.
De acordo com a Sesp, o ex-assessor ingressou no sistema prisional do Paraná em 2 de janeiro de 2026, após descumprimento de medidas cautelares. Inicialmente ele foi encaminhado para a Casa de Custódia de Ponta Grossa.
Quatro dias depois, em 6 de janeiro, Martins foi transferido para o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele permaneceu na unidade até 3 de março, quando retornou à Casa de Custódia de Ponta Grossa por determinação do Supremo Tribunal Federal.




