Governador do Paraná destaca em São Paulo planos que aliem infraestrutura, logística e agroindustrialização para acelerar crescimento econômico e geração de empregos
Em um encontro realizado em São Paulo, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, apresentou sua estratégia abrangente para o desenvolvimento econômico do Estado. A iniciativa privilegia grandes investimentos em infraestrutura, modernização do ambiente de negócios e a valorização das vocações produtivas paranaenses, como logística e agroindústria.
O evento, BofA Insights: Road to 2026, promovido pelo Bank of America, reuniu mais de 50 CEOs e investidores interessados em explorar oportunidades no Brasil. Conforme informação divulgada pelo g1, Ratinho Junior ressaltou o comprometimento do Paraná com políticas públicas de longo prazo para transformar suas potencialidades em crescimento palpável.
Estruturada sobre pilares sólidos, a estratégia busca alavancar o maior ciclo de geração de empregos da história do Estado, com uma taxa de desocupação projetada para atingir o menor patamar já registrado, de 3,5% em 2025, segundo dados recentes do IBGE.
Fortalecimento da agroindustrialização como motor econômico
O Paraná, segundo maior produtor de grãos do país, vem ampliando seus esforços para ir além da produção de matérias-primas, investindo fortemente na agroindústria. O objetivo é agregar valor aos produtos e expandir as exportações, fortalecendo o setor como um dos principais pilares da economia paranaense.
Ratinho Junior destacou a atuação das cooperativas agropecuárias, consideradas entre as maiores e mais estruturadas do Brasil, que integraram a cadeia produtiva para desenvolver a indústria de transformação. Setores como carnes, lácteos, óleos vegetais, alimentos processados e proteína animal vêm ampliando sua participação econômica. “Não basta produzir alimentos. É preciso industrializar, exportar produtos com maior valor agregado e gerar riqueza dentro do País”, afirmou o governador.
Investimentos históricos em infraestrutura e logística multimodal
Outro foco central da apresentação foi o investimento em infraestrutura, especialmente nas áreas de logística rodoviária, aeroportuária e portuária. O Paraná está implementando o maior programa de concessões rodoviárias da América Latina, com previsão de mais de R$ 60 bilhões em obras nos próximos sete anos, incluindo duplicações e melhorias de segurança em trechos estratégicos.
Além das rodovias, a exploração do potencial aéreo do Paraná avança com a concessão dos aeroportos de Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçu à iniciativa privada, facilitando a ampliação dos investimentos e a modernização operacional, o que é fundamental para acompanhar o crescimento do transporte de passageiros e cargas.
Na área portuária, destaque para o investimento no Porto de Paranaguá, com a construção do Moegão Ferroviário, esperado para ser inaugurado em março, promovendo integração eficiente entre modais e agilizando o escoamento da safra. A concessão total das áreas portuárias vaga e do canal de dragagem à iniciativa privada completa esse ciclo de eficiência logística.
Menos burocracia e modernização da gestão pública para atrair investimentos
Ratinho Junior enfatizou que as melhorias em infraestrutura foram acompanhadas por uma significativa modernização da gestão pública. A desburocratização e a simplificação de processos foram essenciais para destravar investimentos e acelerar o crescimento econômico no Paraná.
Programas como o Descomplica Energia reduziram prazos para liberação de licenças ambientais de até dois anos para poucos dias, garantindo segurança jurídica e agilidade. Similarmente, o Descomplica Rural facilitou o licenciamento de atividades agropecuárias, com autorizações automáticas baseadas em autodeclaração para produtores que atendem critérios técnicos e ambientais.
“Quando o Estado reduz a máquina pública e para de incomodar quem quer produzir, a economia cresce”, afirmou o governador, evidenciando resultados como quase R$ 400 bilhões em novos investimentos privados nos últimos sete anos e o avanço do Paraná da quinta para a quarta maior economia do Brasil.

