Gleisi rebate Ratinho Jr. e diz que oposição tenta se aproveitar da crise venezuelana

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Foto: Divulgação

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reagiu neste sábado às declarações do governador do Paraná, Ratinho Jr., sobre a ação dos Estados Unidos na Venezuela e afirmou que setores da oposição brasileira tentam se aproveitar do cenário internacional para fazer disputa política interna.

A manifestação ocorreu após o governador elogiar publicamente a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou ataques em território venezuelano e a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Em declaração à imprensa, Trump afirmou que os Estados Unidos passarão a administrar o país até que haja uma “transição apropriada”, sem estabelecer prazo, e disse que o governo americano pretende controlar as reservas de petróleo da Venezuela.

Nas redes sociais, Ratinho Jr. classificou a ação como uma “brilhante decisão” e afirmou que a medida representaria a libertação do povo venezuelano. A posição foi semelhante à de outros governadores alinhados à direita, como Ronaldo Caiado e Tarcísio de Freitas, que também se manifestaram de forma favorável à ofensiva americana.

Gleisi Hoffmann contestou diretamente a fala do governador paranaense e afirmou que as celebrações não estão relacionadas à defesa da democracia. Segundo a ministra, a reação demonstra apoio a intervenções estrangeiras e não respeita os princípios da soberania nacional. Em publicação nas redes, ela declarou que a postura reflete um desejo de interferência externa no Brasil e mencionou iniciativas atribuídas ao deputado Eduardo Bolsonaro, citando tentativas de sanções internacionais que, segundo ela, não prosperaram.

Integrantes do governo federal e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se posicionaram contra os ataques, argumentando que a ação viola o direito internacional e pode gerar instabilidade regional. Para o Planalto, a crise venezuelana exige respeito à soberania dos países e cautela diplomática.

O episódio evidenciou o contraste entre governadores de oposição e membros do governo federal diante da ofensiva americana na Venezuela, ampliando o debate político no Brasil sobre política externa, democracia e os limites da atuação internacional em conflitos na América Latina.

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