G2 Cia de Dança emociona Guarapuava encerrando 1ª turnê de 2026 com espetáculo acessível e inovador

G2 Cia de Dança encerra primeira etapa da turnê paranaense com espetáculo sensível e inclusivo em Guarapuava

A apresentação do espetáculo “GAG – Uma livre adaptação de Heinrich Von Kleist sobre o Teatro de Marionetes” marcou, no último sábado (14), o encerramento da primeira turnê da G2 Cia de Dança em 2026. O Teatro Municipal Marina Karam Primak, em Guarapuava, recebeu cerca de 250 espectadores que se emocionaram com a montagem poética e carregada de referências.

Antes da apresentação oficial, a companhia promoveu na sexta-feira (13) um ensaio aberto para estudantes do curso de Artes da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e integrantes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) da cidade. Esse momento possibilitou um contato próximo entre bailarinos, predominantemente com mais de 60 anos, e o público, fomentando diálogo sobre criatividade, técnica e maturidade artística.

Conforme a informação divulgada pelo Centro Cultural Teatro Guaíra, que apoia a companhia, a experiência gerou impacto e inspiração para diferentes gerações, consolidando a arte da dança como instrumento de inclusão e transformação social.

Arte que desafia limites etários e emociona o público

A G2 Cia de Dança é reconhecida por ser a única companhia sênior em atividade na América Latina. Com 25 anos de trajetória, reúne bailarinos experientes que transitam em linguagens contemporâneas com sensibilidade e técnica refinada. Em “GAG”, eles exploram a metáfora das marionetes para refletir sobre a condição humana, mesclando dança e teatro de forma delicada e simbólica.

Um dos aspectos mais comentados no espetáculo foi a valorização da maturidade artística, representada pela faixa etária predominante no elenco e também na plateia, que se encantou com a beleza da produção. A comunicadora e bailarina Luara Stecinski destacou: “Enxergar a G2 fazendo arte depois dos 60 anos, vivendo a dança e o teatro, é muito inspirador. Mostra que a gente também pode chegar lá”.

Mix de linguagens e detalhes artesanais na estética visual

O espetáculo dirigido por Gabriel Villela, com direção adjunta de Ivan Andrade, impressionou pela riqueza visual. Os figurinos foram produzidos artesanalmente em Minas Gerais, com tecidos em teares manuais e tingidos com corantes naturais, o que criou uma atmosfera cenicamente delicada e simbólica, enriquecendo a narrativa.

A proposta artística integra dança, teatro e elementos do universo circense, provocando uma experiência completa para o público. Estudantes da Unicentro ressaltaram a importância dessa combinação. Isabela dos Santos Ribeiro comentou: “Ver essa mistura entre dança e teatro é muito interessante. Uma arte completa a outra, e isso também inspira a gente”.

Compromisso com acessibilidade e inclusão social

A preocupação com a acessibilidade foi outro ponto forte da apresentação. A inclusão da tradução em Libras possibilitou que Giovana Oliveira, espectadora com deficiência auditiva, pudesse acompanhar o espetáculo de forma plena. Ela manifestou gratidão: “A apresentação traz um tema muito importante para refletir na sociedade. Quero agradecer pela oportunidade e pela acessibilidade. Gostei muito”.

Essa abordagem reforça o papel transformador da arte, abrindo espaço para públicos variados e promovendo reflexão sobre diversidade e inclusão.

Turnê pelo Paraná e continuidade do projeto

A circulação da G2 Cia de Dança pelo Paraná teve início no dia 7 de março em Maringá, passando por Campo Mourão no dia 10, e seguindo para Guarapuava como etapa final da primeira fase da turnê. Em abril, a companhia planeja novas apresentações em Francisco Beltrão e Telêmaco Borba.

Com nove bailarinos no elenco e participação especial do ator e músico Renet Lyon no espetáculo “GAG”, a companhia continua consolidando um espaço de experimentação e inovação na cena cultural da dança contemporânea, celebrando a vitalidade e a experiência da melhor idade.

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