A dor da perda e o pedido por justiça marcaram o depoimento de Francielle França durante o lançamento da campanha educativa de trânsito “A Moto Mais Mortal do Mundo”, realizado nesta quinta-feira (15), em Curitiba. Ela é tia de Guilherme França de Oliveira, jovem de 21 anos que morreu em um acidente enquanto trabalhava como motoboy.
Segundo Francielle, Guilherme foi atingido por um motorista embriagado que trafegava na contramão e não teve qualquer chance de desviar. “Ele estava trabalhando quando um senhor, embriagado, escolheu entrar na contramão e acabou matando o Guilherme na hora. Ele não teve tempo de escolha, simplesmente viu o carro e faleceu”, relatou.
Presente na campanha de prevenção, Francielle afirmou que decidiu participar para que outras famílias não passem pela mesma dor. De acordo com ela, mesmo que a justiça seja feita, nada trará o sobrinho de volta, mas a conscientização pode ajudar a salvar outras vidas. “Hoje o que nós buscamos é justiça. O Guilherme não vai voltar, mas talvez outras vidas possam ser salvas”, disse.
Ela destacou que o jovem tinha apenas 21 anos, dois empregos e muitos planos para o futuro. “Ele tinha sonhos, tinha comprado a moto, o carro, trabalhava muito. Quem causou o acidente não tirou só uma pessoa, tirou um menino cheio de sonhos e destruiu uma família inteira”, afirmou.
Durante o evento, Francielle também fez um alerta sobre os riscos de dirigir sob efeito de álcool. “O trânsito não é brincadeira. Assumir a direção de um carro embriagado é assumir o risco de tirar a vida de uma pessoa inocente. Foi isso que aconteceu com o Guilherme”, declarou.
Para ela, campanhas educativas como a lançada pela Prefeitura de Curitiba são fundamentais para reforçar a responsabilidade no trânsito. “Se as pessoas tiverem um pouco mais de consciência de que beber e dirigir tem consequências, talvez pensem duas vezes antes de pegar o volante”, completou.
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