Mesmo com tarifaço americano, Curitiba amplia exportações em 2025 com maior foco na América Latina e Ásia, revela secretário
As exportações de Curitiba cresceram quase 20% em 2025, apesar do impacto do tarifaço adotado pelos Estados Unidos que alterou o ritmo das vendas no segundo semestre do ano. O secretário municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, explicou que a queda nas vendas aos EUA foi compensada pelo redirecionamento das exportações para outros mercados.
Este cenário foi apresentado durante a prestação de contas do 3º quadrimestre na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), na quarta-feira (25). Na audiência, Puppi ressaltou que o ajuste do setor exportador e a movimentação da economia local proporcionaram o saldo positivo nas vendas externas.
Além disso, o secretário destacou a concentração das exportações curitibanas na América Latina e Ásia, com países como Argentina, Peru, China e Chile como principais destinos. Os Estados Unidos, apesar do tarifaço, continuaram na quinta posição entre os mercados de exportação.
Conforme informações divulgadas pela Câmara Municipal de Curitiba.
Impacto do tarifaço dos EUA na exportação curitibana e compensação em outros mercados
Segundo o secretário Vitor Puppi, o tarifaço americano refletiu na redução das exportações para os EUA especialmente no segundo semestre de 2025. Ele explicou que, “quando entra o tarifaço no quarto bimestre, começa a cair”.
Curitiba foi o quarto município do Paraná mais afetado, com queda de US$ 44 milhões nas vendas ao mercado americano em 2025, atrás apenas de Mandaguari, Campo Largo e Telêmaco Borba.
Os principais segmentos afetados foram partes e acessórios de veículos, artigos ortopédicos, cabos e condutores, motores de pistão e obras de carpintaria para construção. Por exemplo, as exportações de artigos ortopédicos caíram 28%, o equivalente a US$ 16 milhões a menos.
No entanto, Puppi destacou que “se perde de um lado, ganha de outro”, evidenciando a capacidade de adaptação do setor exportador ao expandir vendas para novos mercados e produtos.
Crescimento impulsionado por tratores, soja triturada e veículos, com destaque para a Cidade Industrial de Curitiba
A alta nas exportações de 2025 foi puxada por setores como tratores, que tiveram crescimento de 25%, totalizando US$ 448 milhões em vendas. Curitiba abriga empresas importantes deste segmento na Cidade Industrial, o que facilitou este avanço.
Outros produtos que contribuíram para o saldo positivo incluem soja triturada, com alta de 37%, veículos para transporte, que cresceram 15%, e energia elétrica, que aumentou 42% em exportações.
Principais destinos das exportações curitibanas em 2025: América Latina e Ásia lideram
Em 2025, as exportações de Curitiba se concentraram em países da América Latina e Ásia, com destaque para Argentina, responsável por 20% do total, seguida por Peru (14,9%) e China (14,4%). Chile também se destacou como mercado importante.
Apesar da imposição do tarifaço, os Estados Unidos ficaram em quinto lugar, com exportações de US$ 124 milhões, representando 5,6% do total. México, Uruguai, Paraguai, Colômbia e Suíça completam a lista dos principais destinos.
Adaptação estratégica do setor exportador para enfrentar tarifas e manter crescimento
A análise do secretário Vitor Puppi mostra que o setor exportador de Curitiba tem conseguido adaptar sua estratégia para mitigar o impacto das tarifas americanas. A diversificação dos mercados e o foco em produtos com maior demanda global aceleraram o crescimento.
Essa capacidade de resposta, aliada à presença de empresas competitivas na região, como as do setor de tratores, permitiu que Curitiba superasse desafios comerciais impostos por barreiras tarifárias externas.





