Secretaria de Estado da Saúde e Ministério da Saúde promovem oficina para fortalecer a resposta a emergências após tornado em Rio Bonito do Iguaçu
Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, enfrentou em novembro de 2025 um dos eventos climáticos mais destrutivos de sua história, quando um tornado com ventos de até 250 km/h deixou cerca de 90% das edificações danificadas e milhares de pessoas impactadas. A resposta rápida das equipes de saúde foi fundamental para atender mais de 800 vítimas nos primeiros dias e evitar desabastecimento na região.
Com o objetivo de aprimorar estratégias e sistemas para futuras situações similares, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), realizou nos dias 2 e 3 de março de 2026, em Curitiba, a Oficina de Avaliação Pós-Evento (APE). O encontro reuniu gestores, técnicos e especialistas para analisar ações emergenciais e fortalecer protocolos.
Conforme informação divulgada pela Sesa, a iniciativa representa um momento estratégico para transformar a experiência do desastre em melhorias concretas, visando uma atuação mais eficaz diante de novos eventos climáticos extremos.
Impacto do tornado e atuação emergencial imediata
O tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu em 7 de novembro de 2025 provocou destruição expressiva na cidade. A mobilização conjunta da Secretaria de Estado da Saúde, Samu, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil garantiu atendimento rápido às vítimas, com encaminhamento dos casos mais graves para hospitais de referência em Guarapuava e Cascavel.
Mais de 400 profissionais foram envolvidos na operação, que contabilizou 800 atendimentos médicos e hospitalares nos primeiros dias. Além disso, a Sesa coordenou o envio de 640 mil itens à 5ª Regional de Saúde, incluindo dois “kits calamidade” com medicamentos que foram solicitados ao Ministério da Saúde e entregues com auxílio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Avaliação pós-evento para aprimoramento e preparos futuros
A oficina realizada em Curitiba discutiu as boas práticas, as lições aprendidas e as lacunas identificadas na resposta ao tornado. Participaram profissionais do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública, criado para atuar imediatamente no desastre.
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, ressaltou que o evento foi uma oportunidade para sistematizar aprendizados e melhorar a capacidade de resposta. Segundo ele, “Esse encontro é uma oportunidade de sistematizar aprendizados e aperfeiçoar nossa capacidade de resposta. Não é o primeiro e não será o último desastre que enfrentaremos”.
Também foi destacada a necessidade de consolidar protocolos específicos para tornados, conforme alertou Daniel Cecchin, do programa Vigidesastre da 5ª Regional de Saúde, que enfatizou que a região tem um histórico de tornados e apresentou o desafio de estar sempre um passo à frente com planos de ação claros.
Parceria entre Estado e União fortalece resposta e evita desabastecimento
O Ministério da Saúde atuou de forma complementar, reforçando a resposta estadual. Edenilo Baltazar Barreira Filho, diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública do MS, explicou que “No caso de Rio Bonito do Iguaçu, a parceria foi fundamental para fortalecer o município e garantir que não houvesse desabastecimento na região”.
Barreira destacou ainda que “Aquilo que coube ao Estado fazer, o Estado fez. Aquilo que coube ao Ministério fazer, o Ministério fez. Ambos fortalecendo o município que é o ator principal nesse processo”.
Preparação contínua e compromisso com a população
A secretária de Saúde de Rio Bonito do Iguaçu, Elisabete Silvestre, compartilhou o impacto pessoal e coletivo do tornado, reforçando o valor da avaliação para reconhecer acertos e corrigir falhas. Ela relatou, “Eu realmente passei por aquela situação. Foi um piscar de olhos e vi a minha casa sem nada”.
Maria Goretti David Lopes, diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, ressaltou a importância do olhar crítico para buscar a excelência nos serviços públicos, afirmando que “Cada desafio superado nos ensina e nos impulsiona a buscar a excelência no serviço público”.
Com esses esforços integrados, a Secretaria de Estado da Saúde e o Ministério da Saúde reforçam o compromisso de proteger a população do Paraná, aprimorando seus sistemas para enfrentar eventuais novos desastres climáticos com mais agilidade e eficiência.





