Estado amplia vagas para castração de gatos no Paraná e reforça combate à esporotricose com aumento de 15%

Estado do Paraná amplia em média 15% as vagas de castração exclusiva para gatos pelo programa CastraPet, intensificando medidas contra a esporotricose felina e humana

A partir de março, o Governo do Paraná investe na ampliação da oferta de esterilizações para gatos, voltada especialmente para o combate à esporotricose, uma doença fúngica que causa feridas graves em animais e também pode afetar pessoas. Essa ação faz parte do programa CastraPet Paraná, que desde novembro do ano passado já castrou mais de seis mil gatos gratuitamente e segue até julho.

A expansão de vagas ocorre em parceria com prefeituras municipais, que organizam os agendamentos locais. A iniciativa busca controlar a população felina e, principalmente, reduzir o comportamento agressivo dos gatos que favorece a transmissão da doença. Conforme informação divulgada pelo Governo do Estado, o acréscimo médio no número de cirurgias é de 15%, variando conforme o município.

Por exemplo, Marmeleiro, na região Sudoeste, terá 20 cirurgias extras no mutirão agendado para 25 de abril. O programa também oferece microchipagem para identificação dos animais, orientações pré e pós-operatórias e medicamentos necessários aos cuidados dos gatos. A participação da comunidade e das organizações não governamentais reforça a rede de apoio à tutela responsável e à saúde pública.

O que é a esporotricose e por que a castração é fundamental

A esporotricose é uma doença zoonótica causada por um fungo, que provoca lesões profundas de difícil cicatrização, principalmente na face e nas patas dos gatos. Nos humanos, manifesta-se na forma de úlceras cutâneas e, em quadros mais graves, pode atingir pulmões, ossos e articulações. A transmissão ocorre por arranhaduras, mordidas ou contato direto com gatos infectados ou ambientes contaminados.

Girlene Jacob, coordenadora técnica do CastraPet, destaca que a castração é uma estratégia crucial para conter essa zoonose. Ela explica que a esterilização reduz o comportamento agressivo dos gatos, minimizando brigas e disputa por território, que são situações propícias para a disseminação do fungo. Além disso, age no controle da população felina, o que contribui para prevenir novos casos.

Como a população pode participar e garantir o agendamento das cirurgias

Os tutores interessados devem procurar os pontos de atendimento indicados pela prefeitura de seu município, conforme as orientações locais. No momento da inscrição, recebem orientações sobre o preparo do animal e, após o procedimento, são acompanhados com informações sobre os cuidados necessários no pós-operatório.

A castração está disponível para famílias de baixa renda, protetores independentes e organizações vinculadas à sociedade civil, reforçando o compromisso social e ambiental do programa com a saúde dos animais e das pessoas.

Medidas complementares no combate à esporotricose e saúde pública

A Secretaria de Estado da Saúde alerta que ao perceber sinais suspeitos em gatos, como feridas que lembram picadas de inseto, é fundamental acionar a Vigilância em Saúde municipal e evitar o contato direto com o animal. Caso seja pet, deve ser levado ao veterinário imediatamente.

O tratamento da esporotricose pode durar de três meses a um ano e tem cura para animais e humanos. Assim, ações preventivas como a castração e a posse responsável, que impede o acesso do gato às ruas e ao contato com outros infectados, são primordiais para controlar a zoonose.

Segundo o diretor-presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAT), Everton Souza, “a castração reduz os comportamentos que aumentam o risco da transmissão da doença entre gatos, impactando diretamente na saúde dos paranaenses”.

Investimentos e agenda do CastraPet Paraná em março

O programa está na 5ª etapa, com investimento de R$ 19,8 milhões, valor 106% superior ao do ciclo anterior. A contrapartida dos municípios será destinada a material educativo, vacinação antirrábica e placas informativas para conservar parques e orientar sobre a causa animal.

A iniciativa prioriza educação para a tutela responsável e vacinação, aliados ao monitoramento da execução pelo Estado para garantir resultados efetivos. Em março, estão agendadas cirurgias em cidades como Cidade Gaúcha, Sabáudia, Rondon, Indianópolis e Pitanga, entre outras.

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