Entregadores de diversas regiões do Brasil estão organizando uma paralisação nacional entre os dias 31 de março e 1º de abril, conhecida como “Breque Nacional”. A mobilização tem como objetivo reivindicar melhores condições de trabalho junto aos principais aplicativos de delivery que operam no país.
Coordenada pela Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), a greve busca pressionar as plataformas digitais a reajustarem as tarifas pagas por entrega, além de denunciar práticas consideradas antissindicais. A mobilização incluirá manifestações, motociatas, carreatas e pedaladas em várias capitais e grandes centros urbanos.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão o aumento da taxa mínima por entrega para R$ 10, o reajuste do valor pago por quilômetro rodado para R$ 2,50, a limitação das rotas para bicicletas a no máximo 3 quilômetros e o pagamento integral da taxa de entrega, mesmo em pedidos agrupados por empresas como o iFood.
De acordo com os organizadores, a paralisação já está confirmada em 40 cidades distribuídas por 18 estados brasileiros. Cidades como São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Manaus (AM), Salvador (BA), Curitiba (PR), entre outras, deverão contar com ampla adesão da categoria.
A escolha do dia 1º de abril, conhecido como o “dia da mentira”, simboliza a tentativa dos entregadores de expor, segundo eles, promessas não cumpridas pelas plataformas. A CSB informou que após meses de reuniões sem avanços ou propostas concretas, o impasse levou à convocação do movimento nacional.