Enfermeira de Curitiba mantém legado da mãe com cuidado e promoção da saúde na rede pública

De infância na sala de espera à enfermagem: o compromisso de Alitheia Karla com o cuidado e a saúde em Curitiba inspira gerações

Desde a infância, Alitheia Karla da Silva acompanhava a mãe, Maria Tereza, trabalhando como enfermeira na Unidade de Saúde Iracema, em Curitiba. Hoje, ela segue os passos da mãe na rede pública municipal, dedicando sua vida ao cuidado e à promoção da saúde dos curitibanos. A história mostra como o legado familiar pode ser um motor para a vocação e o serviço público.

Com mais de 27 anos de experiência na enfermagem, combinando sua formação técnica e superior, Alitheia também destaca a importância do cuidado humano, que percebeu com mais clareza ao se tornar paciente após complicações da Covid-19. Ela atua atualmente na Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho, onde promove orientações essenciais à população.

Conforme informações fornecidas pela Secretaria de Comunicação de Curitiba, o trabalho de Alitheia reforça a influência positiva do legado da mãe, que serviu a população curitibana por quatro décadas, incentivando o gesto de ir além do profissionalismo para alcançar o impacto social.

O início do legado: infância observando a mãe na Unidade Iracema

Alitheia lembra com carinho as tardes que passou na sala de espera da Unidade de Saúde Iracema, enquanto Maria Tereza exercia a enfermagem com dedicação e afeto. “Eu ficava ali, vendo o carinho que ela tinha com os pacientes, acolhia, fazia atendimentos, isso ficou marcado na minha memória”, relata.

Maria Tereza foi uma das primeiras auxiliares de enfermagem formadas no Paraná, em 1974, ingressando na Prefeitura de Curitiba em 1994, aos 43 anos. Ela se aposentou em 2012, deixando para filha a missão de dar continuidade à tradição de cuidado.

Carinho, consciência e transformação: a filosofia de vida e trabalho da enfermeira

Além do aprendizado técnico, Alitheia aprendeu com a mãe a importância de levar informação e prevenção para a população, hábito que mantém nas unidades onde trabalha. Quando a sala está cheia e as demandas são difíceis, ela compartilha com os pacientes orientações sobre saúde, promovendo a conscientização coletiva.

Em sua trajetória, o humor também foi um aliado importante, desde a juventude, atuando como palhaço em orfanatos e asilos, e participando posteriormente da Pastoral da Criança no projeto Fome Zero, da ONG Rede Esperança. Essa experiência, segundo ela, permanece viva como a “alma do palhaço”, símbolo de esperança e alegria.

Superação pessoal reforça compromisso com a enfermagem e a saúde pública

Diagnosticada com pericardite após sequelas da Covid-19, Alitheia vivenciou o papel da enfermagem no cuidado direto ao paciente. “Quando se é paciente, percebe-se a diferença do profissional que cuida com carinho, olhar, toque. Isso me fortaleceu para seguir servindo”, destaca.

Em setembro de 2021, aos 44 anos, iniciou oficialmente sua carreira como servidora pública na enfermagem, cumprindo um sonho da mãe. Foi designada para a unidade Vila Feliz, referência em vacinação contra a Covid-19, onde reafirmou sua vocação ao enfrentar a pandemia.

Legado que inspira comunidades e transforma vidas

Com quase 30 anos dedicados à enfermagem, entre técnica e superior, Alitheia vê na profissão uma forma de impactar não só o paciente, mas suas famílias e toda a comunidade. “Você não transforma apenas aquele paciente, mas toda a sua família e consequentemente a comunidade”, enfatiza.

Ela recorda as palavras da mãe como um conselho para todos os profissionais de enfermagem: “Quando você é profissional da enfermagem, tem que andar com a cabeça erguida e dormir com a consciência de que fez um excelente trabalho”. Essa filosofia fortalece sua atuação na saúde pública de Curitiba, mantendo viva a herança de cuidado que atravessa gerações.

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