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Desfile de Curitiba leva 30 mil pessoas para a Avenida do Samba

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Foto: Daniel Castellano/SMCS

O desfile das escolas de samba levou trinta mil pessoas para a avenida Marechal Deodoro na noite deste sábado (22). As famílias foram brincar o Carnaval mesmo com o tempo mais frio. 

O prefeito Rafael Greca assistiu ao Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial, acompanhado da presidente da Fundação Cultural de Curitiba (FCC),  Ana Castro.

Antes, o prefeito percorreu a Avenida Marechal Deodoro com o Rei Momo, Felipe Barão, e a Rainha do Carnaval 2020, Jessica Barbosa, e as  princesas Joyce Kelly e Miss Preta.

O prefeito destacou o trabalho da Fundação Cultural de Curitiba (FCC).

"A Fundação Cultural organizou tudo com grande perfeição,  o povo está muito contente, é o nosso Carnaval. É o Carnaval da cidade recuperada, da capital do Brasil que tem a melhor situação financeira e tem o que festejar", disse o prefeito.

As cinco escolas do Grupo Especial embalaram o público com sambas-enredo que cantaram desde a a loucura, a intolerância  religiosa e a gastronomia até as belezas da lua e homenagem à atriz Lala Schneider, a grande dama do Teatro brasileiro, como lembrou o prefeito. "A homenagem que a Acadêmicos da Realeza faz a sua memória eterna é um momento de afirmação da cultura de Curitiba", comentou.

Também foram homenageados os carnavalescos mestre Rodrigues e Marlene Carmelo. Ele faleceu em julho do ano passado e ela, no último dia 10.  O prefeito e a presidente da Fundação Cultural entregaram aos familiares placas em reconhecimento ao trabalho e à história deixados por eles. “Curitiba saúda os dois sambistas eternizados na história do Carnaval curitibano. Viva a família Rodrigues! Viva para sempre a memória do mestre Rodrigues e da Marlene", declarou Greca.

Sueli Aparecida de Souza, viúva de Rodrigues, agradeceu a homenagem. “Tudo o que ele mais gostava na vida, era o Carnaval. Muito linda a homenagem. Agradeço de coração”.

A primeira escola a desfilar foi a Embaixadores da Alegria, seguida pela Imperatriz da Liberdade, Enamorados do Samba, Acadêmicos da Realeza e Mocidade Azul. 

Também estiveram presentes a procuradora-geral do Município,  Vanessa Volpi; a presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento, Cris Alessi; o assessor de Relações Internacionais, Rodolpho Zannin Feijó; o diretor artístico da FCC, Edson Bueno; o diretor de Ação Cultural, Beto Lanza;  a coordenadora dos núcleos regionais da Fundação Cultural, Angelina Balaguer; o diretor executivo do Instituto Curitiba de Arte e Cultura, Marino Galvão Junior, e o vereador Serginho do Posto.

O entusiasmo só deixou o local depois que a pentacampeã, vencedora do ano passado, a Mocidade Azul, apresentou-se debaixo de chuva fina, do início ao fim do desfile, pouco antes das 2h deste domingo. A lua, que inspirou seu enredo, brilhou nas fantasias e no samba da escola.

Acompanhada da família, irmãos e sobrinhos, Ângela Alves Machado, de 43 anos, gosta de acompanhar o carnaval na cidade. “Vou aos bloquinhos e gosto sempre de prestigiar as escolas. É um orgulho valorizar a cultura de Curitiba. Muitas vezes as pessoas querem viajar, mas aqui também tem coisas interessantes para aproveitar com a vantagem de ter menos tumulto e poder voltar pra casa”, afirmou.

A Embaixadores da Alegria, escola de samba mais antiga na cidade, foi a primeira a entrar na passarela. A escola se valeu dos primeiros versos da canção Maluco Beleza, de Raul Seixas. O enredo foi inspirado na loucura e na genialidade. A agremiação teve um contratempo com o carro abre-alas no começo do desfile, que não chegou a prejudicar sua apresentação.

A Imperatriz da Liberdade deu continuidade aos desfiles, e trouxe para a Marechal uma questão que se destaca por ser comum a outros lugares do Brasil: a intolerância religiosa contra as religiões de matriz africana.

 A curitibana Maria Luiza Triaquin, 20 anos, nunca tinha participado do carnaval, esteve na avenida por se identificar com o tema da Imperatriz, mas se surpreendeu com a animação.

“Amei, tenho vontade de voltar lá e fazer de novo. Não imaginava que Curitiba tinha todo esse carnaval. Agora eu volto todo ano”, garantiu Maria Luiza.

Inspiração curitibana, preocupação nacional


Enquanto a Enamorados exaltou a história e a formação étnica de Curitiba, com referências aos 60 anos do Mercado Municipal, aos povos originários até as influências dos europeus, a Acadêmicos da Realeza homenageou a atriz Lala Schneider. Falecida há quase 13 anos, ela é considerada a dama do teatro paranaense.

Pela primeira vez pisando na avenida, a atriz Regina Vogue esteve no carro alegórico dos artistas, representando Lala. “Foi um momento inesquecível. É uma responsabilidade muito grande representar essa pessoa glorificada, que merece todo esse carinho e lembrança”, comentou a atriz.

A ala das passistas da Enamorados se destacou pela quantidade de crianças participando. Com a mãe também desfilando e o padrasto na bateria, Ketlin dos Santos, esteve ao lado da irmã de 8 anos, e reforçou a importância de manter a tradição da família.

“Já sou passista há 5 anos, mas desde pequenininha o samba está no meu pé. O samba já vem na minha família e vai até morrer, dá para ver pela minha irmã como criança se anima e levanta a arquibancada também”, afirmou.

Mais atrações

O Carnaval 2020 segue neste domingo (23) com a Marcha Zombie Walk, a partir das 10 horas, na Boca Maldita, desfiles de  blocos carnavalescos a partir das 17 horas, na Avenida Marechal Deodoro e Desfile das Escolas do Grupo de Acesso, Unidos de Pinhais, Internautas e Leões da Mocidade.

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