Deputados evandros Araújo e Romanelli pedem ao DER suspensão de pórticos eletrônicos em áreas de conflito com moradores
Cresce a pressão contra a instalação de pórticos eletrônicos de pedágio em regiões do Paraná onde a população se opõe à medida. Os deputados estaduais Evandro Araújo e Luiz Claudio Romanelli, ambos do PSD, encaminharam um requerimento ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para solicitar a suspensão dessas instalações em locais afetados por conflitos sociais.
A solicitação dos parlamentares visa assegurar que o interesse público e o impacto nas comunidades sejam criteriosamente avaliados antes de autorizar as cobranças, evitando injustiças e prejuízos aos moradores lindeiros. Este posicionamento surge após a alteração da localização do pórtico eletrônico em Rolândia, motivada por forte mobilização da comunidade local.
Segundo informações divulgadas pela AgênciaSP, os deputados argumentam que as concessionárias têm adotado uma postura focada apenas na arrecadação, sem considerar adequadamente as consequências para os usuários e moradores próximos aos pórticos. Na sequência, o texto detalha os principais pontos da mobilização e os próximos passos da fiscalização.
Impactos da instalação dos pórticos eletrônicos provocam resistência em diversas regiões
Conforme dados do documento encaminhado ao DER, a polêmica envolve especialmente os trechos entre Marialva e Mandaguari, Presidente Castelo Branco e Mandaguaçu, além de Jataizinho e outras localidades no sudoeste do Paraná. Nesses locais, a instalação dos pórticos eletrônicos tem gerado forte descontentamento, pois as novas cobranças podem ser feitas para distâncias maiores do que as antigas praças físicas, resultando em tarifas integrais que penalizam moradores que realizam deslocamentos curtos.
O deputado Evandro Araújo explica que “o que estamos vendo é que as concessionárias estão instalando os pórticos eletrônicos considerando apenas fins arrecadatórios, sem avaliar o impacto à comunidade e aos moradores lindeiros. Isso está errado. O interesse público deve prevalecer quando há pessoas sendo prejudicadas, especialmente quando o deslocamento das antigas praças físicas ocorre deliberadamente para ampliar a arrecadação, mesmo gerando injustiças”.
Ações dos deputados e mobilização para fiscalização e audiências públicas
Após várias tentativas de diálogo que não avançaram, o deputado Luiz Claudio Romanelli detalhou que a estratégia inclui uma cobrança direta ao DER e, se necessário, mobilização em Brasília junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Ele ressaltou que “já conversamos com as concessionárias e não adiantou, conversamos com o ministro Renan Filho (Transportes) e agora enviamos este requerimento ao DER-PR. Se for necessário, vamos a Brasília cobrar uma ação, fiscalização, por parte da ANTT”.
Além disso, está prevista para o dia 24 de fevereiro uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná com a participação da Comissão de Obras, Transportes e Comunicação, da Frente Parlamentar de Engenharias, e líderes do governo e oposição. As concessionárias foram convocadas para prestar esclarecimentos e debater o tema com os deputados Hussein Bakri (PSD) e Arilson Chiorato (PT), conforme anunciou Romanelli.
Exemplo positivo da correção da localização do pórtico em Rolândia fortalece demanda por diálogo
A alteração do pórtico de pedágio no perímetro urbano de Rolândia, solicitada pelo DER após forte resistência popular, é apontada como uma vitória da mobilização e um modelo para os demais casos. Araújo frisou que “o caso da correção do pórtico de Rolândia é uma notícia positiva, fruto da cobrança que fizemos em conjunto com setores da comunidade e empresários. O que consideramos justo agora é um olhar ampliado para todos os casos, pois todos os paranaenses merecem tratamento isonômico em um tema tão sensível à sua rotina”.
O debate em torno dos pórticos eletrônicos, também denominados sistema free flow, concentra críticas específicas quanto à antecipação da cobrança em trechos extensos e à cobrança integral em vez da tarifa proporcional ao trecho percorrido. Isso impacta diretamente especialmente os usuários locais que realizam deslocamentos frequentes e curtos, o que tem ampliado o descontentamento e os conflitos em várias regiões do Estado.




