Deputado Professor Lemos critica reajuste de 5% para servidores do Paraná e destaca defasagem salarial histórica

Professor Lemos avalia que reajuste de 5% para servidores do Paraná não atende a defasagem salarial acumulada, gerando críticas à gestão estadual

O deputado estadual Professor Lemos (PT) manifestou forte insatisfação com o reajuste de 5% aprovado na Assembleia Legislativa do Paraná para os servidores públicos estaduais. Segundo ele, o índice aprovado está muito longe de compensar as perdas salariais acumuladas nos últimos anos, que chegam a cerca de 52% em algumas categorias.

Embora o reajuste cubra a inflação oficial dos últimos 12 meses, ele ignora o não pagamento da correção anual prevista pela data-base durante o governo Ratinho Júnior, que resultou em arrocho para os trabalhadores. O parlamentar lembra que essa reposição é uma obrigação constitucional, prevista no artigo 37 da Constituição Federal, para preservar o valor real dos salários no serviço público.

Conforme informação divulgada pelo Fórum das Entidades Sindicais (FES) e entrevistas do deputado, o percentual aprovado não atende às reivindicações dos servidores, que chegaram a organizar mobilizações para pressionar por um reajuste maior, próxima a 12%, proposta que não avançou por decisão política do governo estadual.

Defasagem acumulada e impacto no serviço público estadual

A crítica central de Professor Lemos é que o reajuste de 5% apenas repõe a inflação recente e ignora uma defasagem salarial histórica. Desde o início do governo Ratinho Júnior, a data-base foi desrespeitada de forma recorrente, levando a perdas reais no poder de compra dos salários que ultrapassam 40% em diversas categorias do funcionalismo paranaense, segundo estudos do FES.

O deputado afirma que a reposição não é uma concessão, mas sim uma obrigação legal, e salientou que ignorar a defasagem é desvalorizar os servidores que sustentam o funcionamento do Estado do Paraná.

Reestruturação da carreira da educação e protestos da categoria

Além do reajuste, outro ponto criticado por Professor Lemos é a ausência de projetos concretos para reestruturação da carreira da educação. Em protestos em frente ao Palácio Iguaçu, professores e funcionários cobraram equiparação salarial com outras categorias do executivo que exigem nível superior.

Segundo o deputado, houve a construção de uma proposta técnica e financeira, envolvendo grupos de trabalho, secretarias estaduais e sindicato da categoria, que previa mudanças estruturais, como reorganização da carreira em 18 classes, definição clara de níveis, atualização da tabela salarial e critérios objetivos para progressão.

O anteprojeto também incluía a elevação do salário inicial do magistério para R$ 7,6 mil, em jornada de 40 horas semanais, corrigindo distorções históricas. Contudo, ele não foi acatado pelo governo, que manteve decisão política de não implementá-lo, segundo Lemos.

Compromisso do deputado com a valorização do funcionalismo público

Professor Lemos declarou que continuará a lutar ao lado dos servidores e educadores para corrigir as injustiças e valorizar o serviço público no Paraná. Ele ressaltou que valorizar a educação é fundamental para o desenvolvimento do estado e destacou que o governo está penalizando uma categoria essencial para o futuro da população paranaense.

O parlamentar concluiu que a pressão popular e a mobilização dos servidores são fundamentais para garantir direitos previstos na Constituição e melhorar as condições de trabalho no funcionalismo estadual.

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