Deputado Goura ressalta importância do acordo entre UFPR e IPPUC para implantação de rotas acessíveis que promovem inclusão na região central de Curitiba
A Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC) firmaram um acordo de cooperação técnica para implantar o projeto Rotas Acessíveis no centro da cidade. O objetivo é criar um caminho que promova a mobilidade urbana para pessoas com deficiência entre pontos importantes do centro, como o Terminal do Guadalupe, Praça Santos Andrade e Hospital de Clínicas.
O projeto nasceu a partir de uma iniciativa do deputado estadual Goura (PDT), em parceria com o coordenador de Acessibilidade da UFPR, Wagner Bitencourt, e apoio da vereadora Laís Leão (PDT), arquiteta e urbanista. A proposta visa garantir uma cidade mais inclusiva e acessível, valorizando a conexão entre espaços públicos e universitários do centro de Curitiba.
Conforme informação divulgada pela UFPR, o acordo previsto contempla um itinerário-piloto que será detalhado para servir de modelo para a expansão do projeto em outras rotas da cidade. A iniciativa também envolve movimentos sociais e acadêmicos comprometidos com a promoção da acessibilidade e inclusão social.
A mobilidade urbana como desafio e prioridade para Curitiba
Para o deputado Goura, a assinatura do Termo de Cooperação representa um avanço significativo no compromisso com a acessibilidade. Ele destacou que a prioridade é garantir que toda a cidade seja acessível, iniciando pelo percurso entre equipamentos públicos essenciais.
A vereadora Laís Leão acrescentou que a mobilidade para pedestres ainda é uma questão histórica em Curitiba. Apesar de a cidade ser referência em mobilidade, esta não chega adequadamente à mobilidade a pé. O protagonismo da UFPR nesse projeto é um passo fundamental para inverter esse cenário.
O coordenador do projeto, Wagner Bitencourt, que é deficiente visual, salientou a complexidade da mobilidade urbana para pessoas com deficiência. Segundo ele, o desafio de sair de casa para chegar a um compromisso reflete a luta pela cidadania e pelo direito básico de ir e vir, muitas vezes não assegurado com segurança.
Ações conjuntas e fases do projeto para garantir acessibilidade na região central
O acordo une esforços técnicos, acadêmicos e institucionais entre o IPPUC e a UFPR para estudar e desenvolver projetos que qualifiquem calçadas e travessias. O reitor da UFPR, professor Marcos Sunye, considerou a acessibilidade uma causa prioritária da gestão, destacando que o complexo universitário possui mais de 80 anos e até hoje carece de acessibilidade adequada.
O projeto passará por seis fases que incluem definições preliminares, levantamento in loco, diagnóstico, elaboração de diretrizes, estudos preliminares, projeto básico e executivo. A arquiteta Constança Camargo ressaltou que a circulação urbana deve ser parte integrante da vida universitária e da cidade, com espaços acessíveis que garantam a integração e o direito ao patrimônio urbano como bem comum.
Representatividade, inclusão social e próximas etapas do projeto
Wagner Bitencourt chamou atenção para a necessidade de representatividade nos espaços de decisão pública. Ele lembrou o lema da Convenção das Pessoas com Deficiência, “nada sobre nós sem nós”, enfatizando que a ocupação de cargos por pessoas com deficiência é fundamental para promover avanços reais em acessibilidade.
A presidenta do IPPUC, Ana Jayme, destacou o potencial da inteligência coletiva como base para criar soluções que atendam os direitos de todos na cidade. O deputado Goura garantiu que continuará acompanhando a execução do projeto para que, em breve, sejam realizadas obras efetivas que garantam calçadas acessíveis nesse trajeto prioritário para a população.
O Acordo de Cooperação foi assinado na reitoria da UFPR, com presença dos principais envolvidos, incluindo a vice-reitora Camila Fachin e a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Megg Rayara, reforçando a mobilização institucional em prol da acessibilidade urbana em Curitiba.



