Deputada Maria Victoria (PP) comenta ampliação do complexo industrial do Grupo Potencial na Lapa e projeção bilionária de investimento até 2030
A deputada estadual Maria Victoria (PP) marcou presença na inauguração da nova esmagadora de soja e da segunda maior planta de glicerina refinada do mundo, no complexo industrial do Grupo Potencial, localizado na Lapa, Região Metropolitana do Paraná.
Durante o evento, a empresa anunciou um plano de investimento superior a R$ 6 bilhões até 2030, reforçando seu papel estratégico no desenvolvimento econômico da região. O complexo será um dos mais avançados polos de agroenergia integrados do planeta.
Conforme informação divulgada pelo Grupo Potencial e autoridades presentes, a iniciativa visa ampliar a produção de biocombustíveis e fortalecer a cadeia produtiva de soja e milho no estado, otimizando a geração de energia renovável e fomentando o agronegócio local.
Impacto e inovações para o setor de biocombustíveis
Maria Victoria, que preside a Frente Parlamentar de Hidrogênio Renovável e Biocombustíveis, ressaltou a importância dos investimentos para a criação de empregos qualificados, implantação de novas tecnologias e crescimento econômico regional. Ela também destacou a luta para aumentar a mistura obrigatória de biodiesel no diesel de 15% (B15) para 20% (B20), uma medida apoiada por entidades do agronegócio, como a Faep, a FPA e as cooperativas.
Essa mudança, segundo a deputada, possui o potencial de reduzir a dependência externa por combustíveis e fortalecer ainda mais o setor agrícola do Paraná, contribuindo para um modelo energético sustentável e autônomo.
Expansão estratégica e metas do Grupo Potencial até 2030
O novo ciclo de expansão do Grupo Potencial traz uma série de investimentos para o complexo da Lapa, consolidando-o como um dos maiores polos mundiais de agroenergia integrada. A estratégia inclui o crescimento modular da produção e a verticalização da cadeia produtiva que abrange esmagamento de soja, biodiesel, etanol de milho, óleo degomado, DDGS, biogás e infraestrutura logística.
As projeções indicam uma produção anual de até 1 bilhão de litros de etanol, 1,7 bilhão de litros de biodiesel, 500 milhões de litros de óleo degomado e 9 milhões de metros cúbicos de biogás, gerando uma industrialização integrada que conecta soja, milho e energia renovável.
Ambiente favorável aos investimentos no Paraná
O vice-governador Darci Piana destacou o ambiente favorável criado pelo governo estadual para atrair e apoiar investimentos. Ele citou o programa Rota do Progresso, que incentiva a instalação de empresas em municípios menores, promovendo desenvolvimento regional.
Carlos Eduardo Hammerschmidt, vice-presidente do Grupo Potencial, afirmou que a expansão representa uma revolução estrutural na escala e posicionamento da empresa. Ele afirmou que a verticalização do processo industrial traz mais eficiência, competitividade global, segurança de suprimento e impacto positivo na economia brasileira.
Desde 2011 o Grupo Potencial faz parte do programa Paraná Competitivo, que concede incentivos fiscais, como redução do ICMS, impulsionando investimentos de longo prazo e fortalecendo a parceria entre governo, setor privado e municípios.
Próximos investimentos e expectativas para a região
Até 2026, estão previstos lançamentos importantes, incluindo a terceira planta de biodiesel, estação de tratamento de efluentes com circuito fechado, implantação de dutos para transporte de biocombustíveis e gás, além de iniciativas voltadas para a meta de resíduo zero.
O investimento no gasoduto deve totalizar R$ 300 milhões, com aporte de R$ 100 milhões da Companhia Paranaense de Gás (Compagás). Atualmente, 95% dos resíduos gerados nas operações da empresa já são reaproveitados.
Para 2028, a expectativa é avançar na ampliação da produção de etanol de milho, visando diversificar ainda mais o portfólio energético e fortalecer a cadeia do agronegócio no Paraná.
Com esses avanços, o Grupo Potencial projeta alcançar um faturamento anual de aproximadamente R$ 20 bilhões até 2030, com base no aumento da escala, diversificação e ganhos de eficiência industrial.
O evento reuniu importantes autoridades, entre elas o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi (PSD); o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex; o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; deputados federais e estaduais, o presidente da Compagás, Eudis Furtado; e o prefeito da Lapa, Diego Ribas, confirmando a importância do projeto para o desenvolvimento socioeconômico do estado.



