Deputada estadual Luciana Rafagnin solicita manutenção das turmas do Colégio Estadual do Campo Chico Mendes e critica fechamento que impacta comunidade rural
A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) encaminhou um ofício ao secretário estadual de Educação, Roni Miranda, solicitando a manutenção das turmas do Colégio Estadual do Campo Chico Mendes, situado no Assentamento Celso Furtado, em Quedas do Iguaçu. Essa iniciativa ocorreu após a Secretaria de Estado da Educação comunicar à comunidade escolar o fechamento das turmas do 7º B, 8º B e 9º B.
A parlamentar classificou a decisão como um retrocesso, por penalizar diretamente os estudantes, professores, e toda a comunidade escolar. Além de reduzir a carga horária, a medida deve impactar educadores contratados pelo regime PSS, além de causar prejuízos pedagógicos aos alunos, que seriam redistribuídos em outras salas. A possível superlotação nas turmas preocupa pela qualidade do ensino como alerta a deputada Luciana.
Conforme informações divulgadas pela assessoria da deputada, o colégio é uma referência para a educação do campo, e a comunidade tem uma longa história de luta e construção da escola.
Histórico do Colégio do Campo Chico Mendes reforça importância da manutenção das turmas
O Colégio Estadual do Campo Chico Mendes teve suas atividades iniciadas em 2003, no antigo Acampamento do Silo, atendendo então 660 estudantes da região com a primeira escola itinerante do Paraná. Em 2005, a própria comunidade construiu salas de madeira que foram usadas até 2008, quando foi instalado um barracão adaptado para abrigar alunos e professores.
Após intensa mobilização coletiva, uma nova estrutura escolar foi conquistada e inaugurada no começo de 2017, oferecendo um espaço físico mais adequado para o funcionamento da instituição. No início deste ano letivo, as turmas agora ameaçadas permaneciam disponíveis para alocação de carga horária, o que comprova que havia estrutura e profissionais para mantê-las.
Prejuízos da decisão para a educação do campo e a vida das comunidades rurais
A deputada Luciana Rafagnin avalia que o encerramento das turmas demonstra uma contradição da gestão estadual em relação à importância da educação no campo. Segundo ela, as escolas do campo são fundamentais para garantir o acesso público e gratuito à educação para as comunidades rurais.
Ela destaca também que fechar turmas pode desestimular a permanência dos jovens nos seus territórios, fragilizando a agricultura familiar e comprometendo a qualidade de vida no campo. A parlamentar afirma que a medida irá afetar diretamente a formação dos estudantes e, consequentemente, o futuro das regiões atendidas pelo colégio.
Comunidade escolar reage e mobiliza-se contra fechamento
A notícia do fechamento das turmas provocou preocupação e mobilização entre estudantes, professores e familiares. A redução das turmas levaria ao aumento do número de alunos por sala, o que pode causar superlotação e enfraquecer ainda mais a qualidade do ensino oferecido.
A luta da comunidade e o posicionamento da deputada Luciana Rafagnin buscam garantir que a Secretaria de Estado da Educação reveja a decisão e assegure a continuidade do serviço público educacional gratuito para as famílias do Assentamento Celso Furtado e regiões próximas.





