Deputada do PT do Paraná chama de transfobia pedido para barrar atleta trans em Londrina

Foto: Rodrigo Fonseca/CMC

A discussão sobre a participação da atleta Tiffany Abreu na Copa Brasil de Voleibol Feminino 2026, em Londrina, ganhou novo capítulo nesta quinta-feira (27). Após o requerimento protocolado pela vereadora Jessicão (PP) para que a Prefeitura assegure o cumprimento da Lei Municipal nº 13.770/2024 durante o torneio, a deputada federal Carol Dartora (PT-PR) publicou uma nota de repúdio nas redes sociais.

No documento, Dartora afirma que Tiffany está regularmente inscrita e cumpre as regras da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), destacando que não há irregularidade esportiva. A deputada sustenta que a tentativa de exclusão com base na identidade de gênero configura discriminação.

A nota também menciona entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o qual a discriminação por identidade de gênero é equiparada ao crime de racismo. A parlamentar argumenta ainda que nenhuma legislação municipal pode se sobrepor à Constituição Federal e informou que protocolou ofício junto ao Ministério Público solicitando apuração de possível prática discriminatória e análise da constitucionalidade da norma local.

O posicionamento ocorre após a vereadora Jessicão (PP) encaminhar requerimento ao prefeito Tiago Amaral (PSD), pedindo providências para garantir a aplicação integral da Lei nº 13.770/2024 durante a realização da competição, marcada para os dias 27 e 28 de fevereiro, no Ginásio de Esportes Moringão.

A Copa Brasil está confirmada para Londrina e conta com equipes de diferentes estados, incluindo o time de Osasco, que tem Tiffany Abreu em seu elenco. A Prefeitura ainda não se manifestou oficialmente sobre o tema.

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