Crise no fornecimento de energia elétrica pela Copel gera prejuízos graves no interior do Paraná, segundo a deputada Cristina Silvestri
A deputada estadual Cristina Silvestri (PP) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná para destacar a situação crítica do fornecimento de energia elétrica no interior do estado. Durante a sessão plenária de terça-feira (17), ela denunciou os constantes problemas com quedas e oscilações de energia que afetam diretamente a economia rural e urbana.
De acordo com a parlamentar, a instabilidade elétrica tem causado danos significativos a equipamentos, prejuízos na produção e interrupções que comprometem a renda das famílias paranaenses. Ela cobrou ações urgentes da Copel para resolver estas dificuldades que já perduram por anos.
Essas informações foram apresentadas com base em registros oficiais e dados coletados por sindicatos rurais e pelo Instituto Paraná Pesquisas, que comprovam a insatisfação de 85% dos municípios do interior com a qualidade do serviço oferecido.
Impactos econômicos e relato do setor produtivo
Cristina Silvestri destacou que a instabilidade no fornecimento de energia gera prejuízos diretos para os produtores rurais, comerciantes e indústrias do Paraná. Oscilações de tensão e quedas frequentes têm causado queima de motores, perdas em aviários e deterioração de produtos perecíveis. Mais de 50 sindicatos rurais já formalizaram denúncia da situação ao Sistema Faep/Senar-PR.
Além dos danos materiais, a parlamentar ressaltou que as falhas no serviço afetam a produtividade e comprometem a economia local, refletindo negativamente na renda das famílias e no desenvolvimento estadual.
Dados revelam insatisfação generalizada e problemas estruturais
Segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas citado pela deputada, 85% dos municípios do interior do Paraná estão insatisfeitos com a qualidade do fornecimento de energia elétrica. O estudo aponta que 38,7% dessas cidades enfrentaram mais de 20 quedas de luz nos últimos 12 meses, com interrupção superior a cinco horas em média a cada apagão.
Cristina evidenciou que os problemas são estruturais e não só causados por eventos climáticos. Muitos produtores informam que as falhas ocorrem mesmo sem tempestades ou ventos fortes, indicando negligência na manutenção da rede elétrica pela concessionária.
Críticas à Copel e à nova legislação para limpeza da rede elétrica
A deputada criticou a demora no atendimento da Copel às reclamações e as dificuldades de comunicação enfrentadas pelos consumidores em situações emergenciais. Há relatos de redes elétricas sem manutenção por anos e atrasos na solução de chamados, mesmo em casos críticos.
Outro ponto abordado foi a recente exigência para que os produtores rurais realizem a limpeza da vegetação próxima às redes elétricas, conforme a chamada “Lei da Faixa Limpa”. Cristina Silvestri considerou injusta a transferência dessa responsabilidade para a população, pois os agricultores não têm preparo técnico nem equipamentos adequados para atuar em áreas de risco, colocando vidas em perigo.
Exigência por respostas urgentes para garantir energia estável no Paraná rural
Para Cristina Silvestri, os prejuízos causados pelas falhas no fornecimento de energia não podem continuar sendo arcados pelos produtores e empresários. Ela enfatizou que é imprescindível agir com urgência e responsabilidade para assegurar que o Paraná rural tenha a energia necessária para seu desenvolvimento e qualidade de vida.
O chamado da deputada é pela adoção de providências concretas que melhorem a manutenção da rede, ampliem a eficácia do atendimento e respeitem as condições técnicas e segurança dos produtores rurais.




