Na Praia Brava, em Santa Catarina, a morte do cão comunitário Orelha continua sendo apurada pela Polícia Civil sem registros visuais que mostrem o momento exato da agressão. A investigação busca reconstruir o que ocorreu a partir de indícios reunidos no local e de informações obtidas ao longo das diligências.
De acordo com a Delegacia de Proteção Animal, não há vídeos ou testemunhas diretas do ataque. O animal foi encontrado ferido por uma moradora da região e levado para atendimento veterinário, mas não resistiu. A avaliação clínica apontou lesões concentradas na cabeça e no lado esquerdo do corpo, o que levou os profissionais a descartarem a hipótese de acidente.
Quatro adolescentes estão entre os investigados. Eles tiveram os celulares apreendidos e foram ouvidos pela polícia como parte do procedimento para esclarecer os fatos. As apurações também examinaram informações que circularam nas redes sociais sobre a existência de um vídeo das agressões, supostamente gravado por um porteiro de condomínio e apagado posteriormente. A polícia informou que essa versão não se confirmou.
Segundo os levantamentos, houve desentendimentos anteriores entre adolescentes e o porteiro por motivos ligados a depredações e regras internas do prédio. Em uma dessas situações, o funcionário registrou imagens de jovens envolvidos em confusões e compartilhou em um grupo de mensagens. As ocorrências resultaram em registros policiais tanto por ameaça quanto pela divulgação das fotos, mas não tiveram relação direta com a morte do animal.
O caso foi abordado no programa Fantástico, que ouviu a delegada Mardjoli Valcareggi. As autoridades afirmam que o trabalho investigativo segue em andamento para identificar responsabilidades e esclarecer a dinâmica da agressão ao cão comunitário Orelha na Praia Brava, no litoral de Santa Catarina.


