Curitiba tem redução de 0,33% no custo da cesta básica

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O custo da cesta básica em Curitiba apresentou leve redução no mês de fevereiro de 2026. De acordo com a Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o valor médio ficou em R$ 745,56, representando uma queda de 0,33% em relação a janeiro. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 9 de março.

Entre os 13 produtos que compõem a cesta básica, cinco apresentaram redução nos preços médios no período analisado. As principais quedas ocorreram no tomate (-8,78%), no arroz agulhinha (-7,40%), no óleo de soja (-3,25%), na banana (-2,64%) e no café em pó (-1,29%).

Por outro lado, oito itens registraram aumento de preço entre janeiro e fevereiro. Foi o caso do feijão preto (3,70%), do leite integral (2,28%), da batata (1,27%), da carne bovina de primeira (0,92%), da manteiga (0,82%), do pão francês (0,62%), da farinha de trigo (0,24%) e do açúcar refinado (0,22%).

No acumulado dos últimos 12 meses, sete dos 13 produtos tiveram queda nos preços em Curitiba. Os maiores recuos foram registrados no arroz agulhinha (-35,52%), no feijão preto (-31,86%) e no leite integral (-11,95%). Também apresentaram redução a manteiga (-4,48%), a farinha de trigo (-3,46%), o óleo de soja (-3,00%) e o açúcar refinado (-1,54%).

Em contrapartida, seis itens ficaram mais caros no mesmo período: café em pó (7,15%), batata (4,71%), pão francês (4,59%), banana (4,44%), carne bovina de primeira (4,10%) e tomate (0,85%).

A análise também considera o comportamento dos preços entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026. Nesse intervalo, seis produtos registraram redução no valor médio: óleo de soja (-7,23%), banana (-6,72%), arroz agulhinha (-6,68%), café em pó (-2,55%), farinha de trigo (-1,42%) e açúcar refinado (-0,45%).

Já o preço de outros itens subiu no mesmo período. As altas foram observadas no tomate (12,55%), na batata (6,10%), no feijão preto (3,92%), no pão francês (1,95%), na carne bovina de primeira (1,41%) e na manteiga (0,37%), enquanto o leite integral permaneceu estável.

Outro indicador analisado no levantamento é o impacto da cesta básica no orçamento do trabalhador. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda para a compra dos alimentos básicos caiu para 49,72% em fevereiro de 2026. Em janeiro, esse percentual era de 49,89%, enquanto em fevereiro de 2025 chegava a 53,12%.

O resultado indica que, na comparação recente, o trabalhador paranaense passou a destinar uma parcela menor do salário para adquirir os produtos essenciais da cesta básica, permitindo a compra de mais alimentos com a mesma renda.

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