Curitiba supera tarifaço dos EUA e alcança US$ 2,2 bilhões em exportações, alta de 18% em 2025

Curitiba mantém forte desempenho exportador em 2025, registrando crescimento de 18% em meio a tarifas americanas

Mesmo diante do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, as empresas exportadoras de Curitiba fecharam o ano de 2025 com um saldo positivo e expressivo. A cidade alcançou US$ 2,2 bilhões em exportações, o que representa alta de 18% em relação ao ano anterior.

Este crescimento robusto destaca a resiliência do setor produtivo local, que conseguiu ampliar as vendas em mercados alternativos compensando a redução de exportações para o mercado norte-americano. O desempenho de Curitiba está acima do resultado do Paraná, que cresceu 1,2%, e do Brasil, com 3,5% no mesmo período.

As informações foram divulgadas pela Secretaria de Planejamento, Finanças e Orçamento de Curitiba, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), e apresentadas na Câmara Municipal pela autoridade responsável pela área.

Mercados que impulsionaram as exportações e participação dos principais destinos

A Argentina consolidou-se como o maior importador dos produtos curitibanos, respondendo por 20% do total exportado em 2025. O Peru veio em seguida com 14,9%, a China com 14,4% e o Chile com 10,4%. Os Estados Unidos ficaram na quinta colocação, com 5,6% das exportações, mesma posição registrada em 2024, embora com queda de 24% no valor exportado para esse mercado, que diminuiu de US$ 163,1 milhões para US$ 123,1 milhões.

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Produtos com crescimento significativo impulsionam exportações, apesar do tarifaço

O destaque do desempenho exportador foi puxado por setores estratégicos de Curitiba. As exportações de tratores aumentaram 25%, atingindo US$ 448 milhões. A soja triturada teve um salto de 37%, alcançando US$ 323 milhões. Veículos para transporte também cresceram 15%, com total de US$ 287 milhões em vendas. Além disso, o segmento de energia registrou uma alta de 42%, totalizando US$ 95 milhões.

Impactos positivos e desafios causados pelo tarifaço dos Estados Unidos

Curitiba foi o quarto município do Paraná mais afetado pela redução das exportações para os Estados Unidos, atrás de Mandaguari, Campo Largo e Telêmaco Borba. Os segmentos com maior redução após o tarifaço incluíram peças e acessórios de veículos, aparelhos ortopédicos, fios e cabos, motores de pistão e produto de carpintaria para construção.

Apesar desse impacto, a diversificação dos mercados e a capacidade de adaptação das exportadoras curitibanas permitiram que o crescimento geral das exportações fosse mantido, o que reforça a competitividade da cidade no comércio exterior.

Perspectivas para 2026 com possível revogação das tarifas

A expectativa atual é que a Suprema Corte dos Estados Unidos revogue o aumento das tarifas de importação, o que pode facilitar a retomada das vendas para o mercado norte-americano no próximo ano. Essa medida tem potencial para reverter quedas e fortalecer ainda mais a participação de Curitiba no comércio internacional.

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