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Empreendedorismo

Curitiba se transforma em um “oásis” para empresas de tecnologia

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Vale do Silício (Silicon Valley) é o apelido dado a região da baía de São Francisco, na Califórnia, onde estão situadas algumas das principais e mais inovadoras empresas de tecnologia do planeta. Seu nome homenageia o elemento químico Silício, presente como a principal matéria-prima de processadores fabricados por companhias que se situam na área, entre elas a Intel. No Brasil, a cidade de Curitiba está cobiçando o título de “Vale do Silício brasileiro”. A capital paranaense é palco do surgimento de várias empresas e startups de destaque no mercado nacional da tecnologia. Essa efervescência fez com que a Prefeitura de Curitiba tirasse do papel o projeto do Vale do Pinhão, que reúne instituições de ensino, investidores e grandes empresas com o objetivo de transformar a cidade em referência em inovação.

Um ótimo exemplo dessa onda inovadora da capital paranaense está na área da saúde. Em 2015, Fábio Tiepolo, que contava com vasta bagagem na indústria farmacêutica, resolveu criar o aplicativo de saúde Docway. Na época, lançado inicialmente em Curitiba, a startup tinha como objetivo melhorar o atendimento de saúde no Brasil, levando o médico até o paciente. “Nós queríamos trazer algo novo, algo que fosse realmente modificar o olhar de todos em relação à saúde. No país onde o déficit de consultas chega a quase 407 milhões, o aplicativo veio como uma ótima alternativa. Uma solução muito mais humanizada, rápida e que consegue localizar um médico próximo do paciente, que pode marcar a consulta no local e horário que escolher”, comenta Fábio Tiepolo, CEO e idealizador do aplicativo.

No Docway, que roda nos sistemas Android e iOS, há um banco de dados com milhares de médicos disponíveis. Ao escolher a especialidade, o usuário pode solicitar a consulta para quando desejar. As consultas não têm preço fixo, variando de acordo com atendimento e especialidade. A ferramenta é um sucesso e não quer parar por aí, já que o número de pessoas que buscam fugir das horas e horas em filas atrás de atendimento médico aumenta a cada dia. “Hoje, o Docway conta com mais de 55.000 downloads e está presente em mais de 340 cidades brasileiras, entre elas grandes capitais como Curitiba, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, Salvador e Rio de Janeiro. O aplicativo conta ainda com mais de 4.000 médicos cadastrados no sistema, com diversas especialidades, como pediatria, ginecologia, cardiologia, psiquiatria e geriatria”, destaca Tiepolo.

Agora, imagine uma startup com pouco mais de um ano e meio movimentar R$ 100 milhões em negócios por mês, com crescimento na ordem de 20% a cada 30 dias. Este é o caso da Gear Up, fundada em janeiro de 2018, que desenvolveu uma plataforma que mescla tecnologias desde o mapeamento de potenciais clientes até o pós-venda, trabalhando no conceito de vendas 4.0. A empresa opera com o propósito de levar tecnologias inovadoras e dar subsídios para conduzir os times de vendas para potencializar resultados. Ao mesclar conceitos e usos de tecnologias como big data, análise de dados e business intelligence, a plataforma é usada pela empresa desde a prospecção, fazendo com que se tenha um único fornecedor em toda a jornada comercial.

Outro case de sucesso da cidade é o James Delivery. Fundado pelos empresários Juliano Hauer, Lucas Ceschin, Eduardo Petrelli e Ivo Roveda, a empresa foi adquirida, no ano de 2018, pelo Grupo Pão de Açúcar (GPA), mas a gestão segue na capital paranaense nas mãos dos fundadores. Após uma temporada no Vale do Silício, os jovens curitibanos voltaram para o Brasil com uma ideia inédita no país: criar um aplicativo onde os entregadores compram o que você quiser, na loja que você preferir e entregam no endereço em que você indicar. Ou seja, por meio do aplicativo é possível comprar perfume, comida, temperos, cartucho para impressora, ração para cachorro, flores e muito mais. E o melhor, tudo isso de maneira muito mais sustentável. 70% da frota do James é formada por bicicletas, o que torna as entregas ecologicamente responsáveis.

Já na área da “tecnologia financeira”, uma fintech, nome dado a empresas que desenvolvem produtos financeiros voltados para o mundo digital, com origem na capital paranaense está conquistando o mercado nacional. A Juno aposta em soluções mais transparentes e menos burocrática, criando saídas para gerir as finanças de forma eficaz e desafiando o mercado dominado pelas grandes instituições bancárias. Depois de abandonar o nome BoletoBancário.com e apostar em diversas outras soluções, a empresa é uma solução completa para a emissão de cobranças e recebimento de pagamentos para MEIs, e-commerces, marketplaces, empresas de qualquer tamanho e, também, para pessoas físicas.

Consolidada no mercado, a Juno prepara o lançamento de seu cartão pré-pago exclusivo, que poderá ser utilizado para saques em caixas eletrônicos, compras online e para uso do dia a dia com a bandeira Visa. A expectativa da companhia com a mudança é positiva. Após a transformação da marca – de BoletoBancário.com para Juno –, a fintech experimentou um crescimento de 7,5 mil clientes em 2017 para 21 mil ao fim do primeiro semestre deste ano. Para 2020, a projeção é ainda mais elevada: aproximar-se de 100 mil clientes ativos. “Estamos trabalhando agora em nosso planejamento estratégico. Já sabemos que queremos nos aproximar de 100 mil clientes ativos em 2020. Além disso, temos outros meios de atingir as nossas expectativas de resultados, como aumentar o mix de produtos de cada cliente”, completa o gestor de área de planejamento da Juno, Henrique Foryta.

 

 

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