O velório de Nelson Rebello, conhecido por todos em Curitiba como o carismático Oilman, acontece na manhã deste domingo (30) na Capela 1 do Cemitério Municipal Água Verde. Aos 65 anos, Nelson faleceu no sábado (29), no Hospital Evangélico Mackenzie, deixando um legado de simpatia, bom humor e presença marcante pelas ruas da capital paranaense.
A equipe do Portal XV Curitiba esteve presente no local e conversou com pessoas próximas, que prestaram as últimas homenagens a esse ícone urbano. Entre os que compareceram, estava Messias Simão, amigo de longa data de Nelson, que relembrou momentos vividos com o Oilman e destacou a importância que ele teve para a cidade.
“Ele vai deixar saudades em Curitiba, entre turistas, moradores e todo mundo que o conhecia como uma figura tradicional”, contou Messias. “Eu conheci ele em Caiobá, há cerca de 15 anos, quando ele ainda vivia com a mãe. Sempre nos encontrávamos pelo Centro. Ele era uma pessoa muito educada, inteligente e tinha uma ótima cultura. Conversávamos e, logo depois, ele seguia pedalando sua bicicleta ou, às vezes, a empurrando.”
O amigo ressaltou a conexão que Nelson mantinha com as pessoas ao seu redor. “Era um cara sensacional. Todo mundo gostava dele. Ele tinha fãs, colegas e amigos. Eu o considerava como um amigo mesmo, pois sempre nos tratávamos com muito respeito e carinho”, afirmou.
Figura inconfundível de sunga, capa, óculos escuros e bicicleta, Oilman era uma presença constante nas ruas e ciclovias de Curitiba, onde desfilava com seu estilo único e chamava a atenção por onde passava. Mais do que um personagem excêntrico, ele conquistou gerações com sua simpatia e bom humor, tornando-se símbolo de liberdade e autenticidade.
Nelson Rebello era professor e vivia uma rotina discreta fora da persona de Oilman. Filho de Ary Rebello e Evanir Emília Lissa Rebello, ele será sepultado neste domingo, às 11h, no próprio Cemitério Municipal Água Verde.
A despedida deste domingo marca não apenas o fim de uma vida, mas o encerramento de um capítulo da cultura popular curitibana. Oilman seguirá pedalando na memória de quem teve o privilégio de cruzar seu caminho.
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