Curitiba prepara Operação Inverno 2026 para atender população em situação de rua durante o frio

Foto: Hully Paiva/SECOM (arquivo)

A Prefeitura de Curitiba iniciou os preparativos para a Operação Inverno 2026, ação que mobiliza diversos órgãos públicos para atender pessoas em situação de rua durante os períodos de baixas temperaturas na Capital. Nesta terça-feira (12), a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil realizou a primeira reunião do grupo de trabalho responsável pela atualização do Plano de Contingência da operação.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Curitiba, inspetor Nelson Ribeiro, o plano passa a ser colocado em prática sempre que os termômetros registram temperaturas iguais ou inferiores a 8°C. A Operação Inverno deste ano ocorrerá entre os dias 15 de maio e 21 de setembro, com lançamento oficial marcado para 18 de maio, na sede da Fundação de Ação Social (FAS).

Durante o encontro, representantes das dez administrações regionais da cidade e de diferentes órgãos municipais e estaduais discutiram estratégias de atuação conjunta para o período mais frio do ano. Participaram da reunião equipes da FAS, Simepar, Defesa Civil do Paraná, Guarda Municipal e secretarias municipais ligadas às áreas de saúde, educação, segurança alimentar, esporte e cultura.

Segundo a Defesa Civil, o monitoramento climático realizado pelas 15 estações meteorológicas instaladas em Curitiba e pelos sistemas do Simepar permite identificar antecipadamente as regiões com previsão de temperaturas mais baixas. A partir dessas informações, as administrações regionais organizam o atendimento à população vulnerável.

As abordagens sociais são realizadas por equipes da FAS com apoio de servidores de outros órgãos públicos. Durante as ações, são oferecidos acolhimento, refeições e cobertores para pessoas em situação de rua. Atualmente, Curitiba conta com 1.640 vagas fixas de acolhimento.

O plano também prevê medidas emergenciais caso a procura por abrigo ultrapasse a capacidade disponível. Nesses casos, espaços como escolas, igrejas e associações de moradores podem ser utilizados temporariamente como dormitórios.

Além das ações práticas, a reunião definiu estratégias de comunicação entre os órgãos envolvidos, padronização de relatórios e protocolos de resposta, além de medidas para reduzir os impactos causados pelas baixas temperaturas na população atendida.

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