Curitiba entra em alerta após aumento de atendimentos por síndromes respiratórias

Foto: Reprodução

A Prefeitura de Curitiba elevou para o estágio de “Alerta” o plano municipal de contingência para síndromes respiratórias após registrar um crescimento expressivo na procura por atendimento de pacientes com sintomas gripais. A medida foi adotada pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) diante do avanço dos casos nas últimas semanas e tem como objetivo reduzir a pressão sobre unidades de pronto atendimento e hospitais da capital.

A mudança de nível ocorre após a cidade ultrapassar o limite considerado severo para atendimentos respiratórios. Entre os dias 10 e 16 de maio, foram contabilizados cerca de 19,6 mil atendimentos relacionados a doenças respiratórias. Na semana seguinte, o número subiu para 22,3 mil e chegou a 23.569 registros na última semana do mês, superando o patamar de 23,1 mil atendimentos definido pela administração municipal como indicador de alta intensidade.

Com a entrada no estágio de alerta, os hospitais que atendem pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foram autorizados a suspender temporariamente cirurgias eletivas, conforme a necessidade de cada instituição. A medida busca ampliar a disponibilidade de leitos clínicos e de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para pessoas com quadros respiratórios graves.

Além disso, a rede municipal de saúde passou a adotar novas estratégias para organizar o fluxo de atendimento durante o período de maior circulação de vírus respiratórios. As unidades básicas de saúde dividirão suas agendas entre consultas previamente agendadas e atendimentos de demandas agudas do dia, especialmente nos horários de maior procura, como o início da manhã e o final da tarde.

A Secretaria da Saúde também determinou o adiamento de exames de rotina para pacientes sem sintomas ou condições de risco, priorizando os atendimentos considerados mais urgentes. Já consultas de retorno, renovação de receitas e avaliação de exames de pacientes crônicos deverão ocorrer, preferencialmente, por meio da telessaúde, reduzindo a necessidade de deslocamento e o fluxo presencial nas unidades.

As nove Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba receberam reforço nas escalas médicas para enfrentar o aumento da demanda. Também ficou estabelecido que a distribuição do medicamento Oseltamivir, utilizado no tratamento da Influenza, será concentrada nessas unidades. O remédio seguirá sendo disponibilizado apenas para os grupos de risco definidos pelo Ministério da Saúde, entre eles idosos, gestantes, crianças menores de cinco anos, indígenas e pessoas imunossuprimidas.

A secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, destacou a importância da colaboração da população para evitar a sobrecarga dos serviços de urgência. A orientação é que as UPAs sejam procuradas apenas em situações de urgência e emergência, enquanto casos leves devem buscar atendimento nas unidades básicas de saúde ou utilizar os serviços de orientação disponíveis.

A adoção do estágio de alerta marca uma intensificação das ações de enfrentamento às doenças respiratórias em Curitiba e busca garantir capacidade de resposta da rede pública durante o período mais crítico do inverno, quando historicamente ocorre aumento na circulação de vírus e na procura por atendimento médico.

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