Curi defende afastamento de Moraes e Filipe Barros pede prisão do ministro

Foto: Divulgação

Dois candidatos ao Senado pelo Paraná se manifestaram sobre as recentes revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Alexandre Curi (Republicanos) defendeu o afastamento do magistrado e afirmou que votaria pelo impeachment, enquanto Filipe Barros (PL) adotou posição mais dura e declarou que Moraes deveria ser preso.

As manifestações ocorreram após a divulgação de novos elementos atribuídos a uma investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master. O material mencionado pelos candidatos inclui mensagens envolvendo Vorcaro e Moraes, além de informações relacionadas a um contrato de R$ 131 milhões entre o banco e o escritório de advocacia da esposa do ministro.

Durante sabatina promovida pela Gazeta do Povo, Alexandre Curi classificou os fatos como graves e afirmou que o Senado precisa se posicionar diante do caso. Segundo o candidato, uma eventual análise de impeachment deve considerar as provas, sem orientação ideológica.

“Já me manifestei e quero reiterar que sou a favor do impeachment. Sem viés ideológico. Um senador tem que votar como juiz, baseado em provas. Já existiam fatos gravíssimos e, agora, novas provas apareceram. Meu voto é favorável ao impeachment”, declarou.

Curi também defendeu o afastamento de Moraes durante a apuração do caso. Para ele, a medida serviria também para preservar a instituição.

“O Senado precisa se reunir e se posicionar sobre a questão do impeachment. Eu defendo o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, inclusive para preservar a instituição. Se o processo estiver em plenário e eu estiver no Senado, voto favoravelmente ao impeachment, sem pauta ideológica, mas pelas provas”, afirmou.

Além da posição sobre Moraes, o candidato do Republicanos defendeu mudanças no funcionamento do Supremo. Entre as propostas apresentadas estão a criação de mecanismos externos de fiscalização, regras para a atuação de parentes de ministros na advocacia, quarentena após a aposentadoria e maior transparência sobre palestras remuneradas.

Curi também propôs mudanças no processo de escolha dos integrantes do STF. Segundo ele, o modelo deveria ampliar a participação de membros da magistratura e de instituições do sistema de Justiça, com maior peso para critérios como experiência profissional e independência.

Filipe Barros, por sua vez, foi além da defesa de um processo político contra Moraes. O deputado federal e candidato ao Senado pelo PL afirmou que o ministro deveria ser preso e convocou uma manifestação realizada na quarta-feira (2), no Centro de Curitiba.

“O Xandão tem que ser preso. Todo mundo queria saber do contrato da esposa do Xandão com o banqueiro Daniel Vorcaro. Agora, o que a Polícia Federal mostrou para todo o Brasil hoje é que o buraco é bem mais embaixo. Qualquer outro cidadão no Brasil, por muito menos, já teria sido preso”, declarou Filipe.

O ato convocado pelo parlamentar foi marcado para a esquina das ruas Marechal Deodoro e Marechal Floriano Peixoto, no Centro da capital paranaense, sob o lema “Fora Xandão”.

Durante a campanha, Filipe Barros tem defendido uma atuação mais incisiva do Senado na fiscalização das instituições e nas relações entre os Poderes. Curi também coloca o papel fiscalizador da Casa entre os temas de sua candidatura, ao mesmo tempo em que defende mudanças nas regras relacionadas ao Supremo.

Apesar das diferenças nas propostas e no tom adotado, os dois candidatos paranaenses convergem na cobrança por uma reação do Senado diante das informações envolvendo Moraes e o Banco Master. Curi defende o afastamento e afirma que votaria pelo impeachment do ministro, enquanto Filipe Barros sustenta que Moraes deveria ser preso.

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