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Crítica | Shazam!

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Como diria o meme de Peter Parker: Shazam, carai. Mais um filme da DC está chegando aos cinemas e, para variar, repleto de expectativas por parte dos fãs e da mídia mundial. Podemos questionar a qualidade recente de filmes da DC, mas o que ninguém pode negar é que a nossa atenção eles tem, e muito. Talvez seja por isso que existam muitas críticas e cobranças, porque sempre esperamos algo espetacular, e sabemos que eles são capazes e conseguem nos entregar o que esperamos. Já nos mostraram isso várias vezes. E um dos fatores que mais tem nos empolgado para o lançamento de algum filme da DC/Warner ultimamente é essa nova fase em que elas se encontram. Mulher-Maravilha (2017) empolgou e foi muito bem. Deram uma pequena escorregada em Liga da Justiça (2017), mas voltaram a acertar em cheio com Aquaman (2018). Em 2019, teremos dois filmes da DC nos cinemas: Shazam! e Coringa. E o momento é de Shazam!, que estreou no último dia 04 nos cinemas brasileiros. 

Para começar, a escolha por levar Shazam! para as telas foi ousada. O herói não é um dos mais populares dos quadrinhos da DC, nem mesmo faz parte ativa e fixa da Liga da Justiça, então podemos dizer que foi uma aposta. Uma aposta bem válida, já que apesar de ser algo diferente, não significa que seria ruim. Pelo contrário, é muito bacana ver heróis mais desconhecidos do público dando as caras, principalmente nos cinemas. É um meio de aproximar e criar vínculo do público com esses personagens. A concorrente Marvel que o diga, pois fez isso muito bem na última década. Trouxe personagens como Pantera Negra, Deadpool, Capitã Marvel, Doutor Estranho, Guardiões da Galáxia e Homem-Formiga para os cinemas, que até então, eram mais conhecidos por consumidores dos quadrinhos. Muitos se quer os conheciam, apenas os principais: Homem-Aranha, Capitão América, Homem de Ferro, Thor e Hulk. Por segundo, a escolha do ator Zachary Levi para interpretar o papel de Billy Batson/Shazam também trouxe certa desconfiança para os fãs do herói. O ator sempre teve um atributo importante para o personagem, o humor. Mas não tinha o físico que o personagem precisava (nos quadrinhos, um homem muito musculoso, ao estilo do Superman). Então, desde a sua confirmação, aquele alerta de desconfiança foi ligado nos fãs. E por fim, também tinha aquilo que eu já disse acima: será que a DC iria manter o nível de qualidade e seguir progredindo com seus filmes? Para o bem de todos e alegria dos fãs, sim. Shazam! é show. 

O filme funciona muito bem em vários fatores. Começando pelo fator "origem", onde conseguimos entender bem qual é a história do personagem, como ela começa, suas dificuldades, seus anseios, a origem do seu poder. Embora seja óbvio que é algo que ainda pode ser mais aprofundado, principalmente na parte do poder, já que o personagem principal é dividido em dois: o menino Billy Batson e o próprio Shazam. A história de Billy é muito bem contada, já a de Shazam é um pouco superficial. Necessariamente explicada, mas que com certeza podem ir mais à fundo em próximos filmes. O filme também funciona muito bem como um filme de comédia, que é o ponto alto do filme. Zachary, para quem já conhece o ator, combina muito bem com humor e trouxe para o filme seu toque pessoal, o deixando divertidíssimo. E finalmente, funciona muito bem como filme de super-herói. Lutas, poderes, efeitos especiais e tudo que um bom filme de herói merece. E outro ponto interessante do filme é ver o crescimento que o personagem tem no decorrer da história, desde o momento em que conhece seus poderes, aprendendo como usá-los, até a parte em que realmente são necessários para "salvar o dia". Ponto para o roteiro do filme.

Mas é claro que o filme também tem alguns deslizes. Poucos, mas tem. A começar pelo vilão protagonizado por Mark Strong. Aliás, os vilões tem sido uma das principais dores de cabeça de filmes de heróis, pois a grande maioria falha nesse aspecto, não conseguindo trazer um bom vilão, com motivações claras de suas intenções e também com a inteligência que o torna perigoso. E é o caso do Doutor Silvana no filme. Outro ponto negativo é parte dos efeitos especiais. Nas lutas e cenas de ação, são bem utilizados. Mas quando nos apresentaram os vilões dos pecados capitais, achei que deixou um pouco a desejar na qualidade. Mas, algo que eu sempre digo nas minhas críticas: se você não é tão exigente, são detalhes que passarão despercebidos. 

As atuações do filme também merecem elogios, principalmente das crianças. Jack Dylan Grazer e Asher Angel comandam o filme muito bem na ausência de Zachary Levi. Mas e Zachary, será que conseguiu suprir as expectativas da qual mencionei no início dessa crítica? Sim, foi muito bem. Ao começar pelo físico, o ator se preparou e se dedicou durante meses para conseguir viver o papel e chegar no corpo que o personagem exigia. O ator já revelou em entrevistas que treinava cerca de 5 dias por semana e ingeria 4.000 calorias por dia. Treino pesado, né? E sem contar o humor que também mencionei, o que deixou o filme divertidíssimo e mais leve, mas na medida certa, sem exageros. 

Finalizando, o filme é muito legal de se assistir, ótimo para levar a família, amigos, namorado (a) ou até ver sozinho. A diversão é garantida e no final ainda temos surpresas. Sem contar que o filme conta com duas cenas pós-créditos, então, quando o filme acabar, não se levante. Shazam! foi um grande acerto da DC/Warner e deixa os fãs felizes pelo futuro do seu universo compartilhado. E agora, que venha Coringa, que estreia em outubro deste ano.

Lucas Camargo @_lucasanti

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