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CRÍTICA : ‘Halloween’ – Um presente para os fãs

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Lançado em 1978, “Halloween: A Noite do Terror” revolucionou o gênero de terror ao mostrar a história do serial killer Michael Myers e sua sede por matança.

Comandado por John Carpenter, a produção mostrava a fuga de Michael do hospício 15 anos depois de matar a sua irmã. O assassino então retorna à pequena cidade de Haddonfield para continuar sua perseguição odiosa sem fim. Laurie Strode, interpretada por Jamie Lee Curtis, foi a vítima escolhida.

Na versão de 2018, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (25), comandada por David Gordon Green, a linha temporal já conhecida pelos fãs foi modificada, ou seja, Laurie não é irmã de Michael Myers. O longa também ignora todas as continuações já produzidas da franquia, sendo uma sequência direta.

Depois de 40 anos, o assassino retorna novamente para a cidade para dar um fim à Laurie, que agora possui uma filha, Karen Straude (Karen Greer), e uma neta, Allyson Strode (Andi Matichak).

A personagem de Jamie Lee Curtis é tratada pela própria família como uma perturbada, que foi marcada por um episódio traumatizante e vive em constante paranoia.

Logo no início do filme, um grupo de psiquiatras estuda o caso de Michal, com o objetivo de entender o seu comportamento agressivo, na tentativa de traçar um perfil comportamental e entender sua motivação.

Michael está prestes a ser transferido para outra instituição, o que acaba funcionando como um gatilho para Laurie, fazendo-a relembrar dos traumas causados pela noite do Halloween de 1978.

O pior acontece. O ônibus que estava transportando Michael sofre um acidente e o psicopata desaparece, deixando um rastro de corpos por onde passa.

Nesses 40 anos, Laurie vinha se preparando para um possível reencontro com o psicopata, o que a acabou afastando de sua filha, que, até o momento, não compreendia as atitudes da mãe.

A nova produção resgata a atmosfera tensa dos filmes clássicos de terror, que havia se perdido em uma indústria cinematográfica movimentada apenas pelos sustos desncessários e um enredo superficial.

O clima angustiante permanece do início ao fim, criando um medo genuíno de espectador, que se contorce na poltrona à medida que o nervosismo cresce gradativamente na tela.

As cenas de violência são mais explícitas e passam toda a agressividade e força absurda de Michael Myers.

Para os amantes da franquia, a nova produção é um presente, conseguindo manter a essência assustadora do longa, combinados com elementos atuais do gênero.

Destaque para Jamie Lee Curtis, a primeira grande Scream Queen do cinema, que teve sua estreia no filme de 1978. A atriz revive seu papel de maneira épica e com uma interpretação à altura.

NOTA 9/10

Confira ao trailer de "Halloween", que chega aos cinemas nacionais nesta quinta-feira (25).

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