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Crítica | Bumblebee

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Em pleno 25 de Dezembro, chega aos cinemas mais um filme da franquia Transformers, desta vez como epílogo, contando a história de Bumblebee. Já são 11 anos desde o primeiro filme, e entre altos e baixos, a franquia ganha mais um capítulo. A exemplo de grandes franquias como Piratas do Caribe, Velozes e Furiosos, Missão Impossível e mais algumas bem conhecidas, que acabaram saturarando com o tempo e perderam aquele brilho que tinham no início quando alcançaram o sucesso, a franquia Transformers também cansou. O último filme que estreou em 2017, "O Último Cavaleiro", já mostrou esses sinais de cansaço. Então, a Paramount precisava se reinventar para reconquistar os fãs. Algumas dessas grandes franquias de filmes por aí persistem no erro. Outras, decidem "rebootar" ou simplesmente encerrar como está. Já a Paramount, então, decidiu pegar um dos personagens mais queridos dos 5 filmes até então, trazer elementos oitentistas que hoje em dia dão certo, e conseguiu fazer de Bumblebee, nada mais, nada menos, do que o melhor filme de toda a franquia Transformers

A história acompanha Charlie (Hailee Steinfield), uma jovem prestes a completar 18 anos, que ainda luta para seguir sua vida após a morte do pai. Se sente sozinha, desconectada e sem muitas perspectivas para o futuro. Até que, em seu aniversário, ela encontra um fusca amarelo velho, caindo aos pedaços, machucado, sem condições de uso e decide consertá-lo. E depois de levar o carro pra casa, ela percebe que aquele automóvel é muito mais do que um carro. 

Agora sob comando de Travis Knight na direção, assumindo o legado de Michael Bay, o filme tem uma pegada nostálgica, voltando aos anos dourados de 1987. E é curioso como essa década é tão amada e querida por tantos. Muitos filmes e séries estão usando a estratégia de criar (ou recriar) suas histórias nesta época, e tem dado certo. Outra grande mudança de Travis foi diminuir grande parte daquela ação exagerada de Michael Bay. Foi elogiada por muito tempo, mas talvez seja um dos motivos da saturação da franquia. Travis conseguiu adicioná-la na medida certa, sem precisar apelar para explosões o tempo todo. A construação da personagem principal Charlie, interpretada por Hailee Steinfield, é elogiável. É difícil construir emocionalmente a história de um personagem e não deixar pontas soltas. Mas o arco da 'adolescente se reencontrando depois de um grande trauma' é bem executado. A atriz também merece elogios por sua atuação, ora emotiva, ora aguerrida. Apesar do filme se chamar Bumblebee e ser sobre um dos robôs autobots da história Transformers, o filme se passa quase todo em torno da vida de Charlie, fazendo dela a principal protagonista do filme. Ainda sobre essa pegada oitentista, não tem como não comentar sobre os cenários e principalmente os figurinos, retratos clássicos da época.

Mas, o principal acerto do filme é a interação e conexão entre os dois personagens principais do filme, Charlie e Bee. A amizade incomum entre uma humana e um alienígena, a afeição e o carinho entre ambos é de se encher os olhos, dando ao filme um ar muito mais emotivo do que todos os outros filmes da franquia até então. Os tiros, porradas e bombas caem pela metade e dão lugar a amizade e relacionamento. Mas, calma. Se você é um defensor das cenas de ação, não se preocupe, elas não faltam. O filme é quase uma história de origem do personagem, onde conhecemos o início da trajetória de Bumblebee, inclusive o motivo de ele não conseguir mais falar. E entre isso, há sim boas cenas de ação. E o personagem Burns, protagonizando por John Cena, um agente brucutu (bem ao estilo dos filmes dos anos 80) do exército, é quem ajuda em grande parte dessas cenas de ação. E é claro que além de ação e emoção, não poderia faltar momentos cômicos e divertidos, muitos deles vindo do próprio Bee e do personagem Memo, protagonizado por Jorge Lendeborg, um jovem atrapalhado que tem uma paixonite por Charlie, e que acaba se tornando importante para a história no decorrer do filme. Como já conhecemos nos outros filmes Transformers, Bee se comunica através de músicas em seu rádio, o que faz da trilha sonora ser um show à parte no filme, que vai de clássicos da época até música da própria Hailee Steinfield, que também é cantora.

Bumblebee é o que nenhum filme da franquia foi até agora: apaixonante, cativante e encantador. É autêntico e aquele tipo de filme despretencioso que chega como quem não quer nada e acaba ganhando nossos corações. É um filme família, e tirando algumas breves cenas que podem confundir, até quem nunca viu nenhum filme Transformers pode assistir sem medo de ficar "boiando". A Paramount acertou em dar um passo para trás, resgatando os antigos fãs que já estavam cansados e ainda trazendo uma nova geração consigo. E como o filme chega em pleno Natal, podemos dizer: que presente. 

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