Investimento de R$ 300 milhões vai modernizar equipamentos fundamentais da Usina Parigot de Souza para aumentar eficiência e confiabilidade
A Copel iniciou um ambicioso projeto de modernização da Usina Parigot de Souza, localizada em Antonina, com um investimento estimado em R$ 300 milhões. A iniciativa tem como objetivo substituir os principais equipamentos responsáveis pela transformação da força da água em energia elétrica, aprimorando a capacidade operacional e a confiabilidade da usina, que é a maior casa de força subterrânea do Sul do Brasil.
Desde a instalação dos novos geradores e reguladores até a atualização do sistema de resfriamento e automatização, o projeto contempla equipamentos fabricados tanto no Brasil quanto na China. A previsão é que todos os componentes cheguem à usina até maio de 2026, respeitando o cronograma original, conforme a Copel.
Conforme informações divulgadas pela Copel, a primeira unidade geradora desmontada para reforma deverá voltar a operar até o final de outubro deste ano, marcando o início da retomada da produção modernizada.
Detalhes técnicos da modernização e funcionamento da Usina Parigot de Souza
A renovação contempla a troca de geradores, bicos injetores, reguladores de tensão e velocidade, além do sistema de proteções e auxiliares que garantem o funcionamento das turbinas e geradores. Ainda serão substituídos os cabos de transporte de energia com tensão de 230 mil Volts e feita a reforma de um transformador, ampliando a segurança e a eficiência elétrica da usina.
Antes da desmontagem das unidades geradoras, as pontes rolantes usadas para movimentar equipamentos pesados foram modernizadas e passaram por testes rigorosos de desempenho, assegurando que a operação da usina será mais segura e eficaz.
Importância e tecnologia da maior casa de força subterrânea da região Sul
Em operação desde 1970, a Usina Parigot de Souza possui 260 MW de potência instalada, suficiente para abastecer até 750 mil pessoas. Situada dentro da montanha, a água percorre cerca de 50 quilômetros desde o reservatório até as turbinas, via túneis e dutos especialmente projetados.
Esse trajeto inclui a chaminé de equilíbrio, que reduz a pressão da água dentro do túnel, e seguido por um duto de 1.080 metros, a água alcança a velocidade de cerca de 426 km/h antes de mover as turbinas. Essa configuração com um desnível de 750 metros garante alta eficiência na geração de energia.
Impactos para a sociedade e sustentabilidade
De acordo com Rogério Pereira Jorge, diretor-geral da Copel Geração e Transmissão, a modernização é parte da estratégia da empresa para investir em inovação e maximizar o uso dos recursos naturais nas regiões onde atua. Ele destaca que o projeto fortalece a confiabilidade e desempenho da usina, gerando benefícios à sociedade, clientes, acionistas e para a sustentabilidade da Copel.
Após a geração de energia, a água é devolvida ao rio Cachoeira, preservando o equilíbrio ambiental da região. A usina, que já foi conhecida como Capivari-Cachoeira em referência aos rios envolvidos, reforça o compromisso com práticas sustentáveis e eficiente produção de energia renovável.




